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Ivani Ferreira é professora e blogueira . Possui graduação em Letras pela Faculdade Asa de Brumadinho (2006), Normal Superior pela Universidade Federal de Montes Claros(2005), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal Castelo Branco (2007), Supervisão Pedagógica pela FINON (2008). Professora efetiva na rede Municipal de Brumadinho desde 2005, porém, atua na rede municipal com turmas da Educação Infantil , Ensino Fundamental 1 e 2 , desde o ano de 2002. Trabalhou como supervisora pedagógica na Escola Municipal Leon Renault- Brumadinho/MG (2013- 2016). Atualmente trabalha como professora da Educação Infantil na EMEI Nair das Graças Prado em Brumadinho/MG. Sejam bem vindos(as)!!! Instagram.com/professoraivaniferreiraoficial

sábado, 29 de outubro de 2016

Mostra literária/ pedagógica 2016- Escola Maria Solano Diniz(Tejuco)

Projeto desenvolvido pelas professoras  Deborah Cruz , Shirley e suas respectivas turminhas.

                    O CABELO DE LELÊ!!!


      As professoras  Deborah Cruz e Shirley, juntamente com  suas  turminhas dos 2º anos, desenvolveram o projeto  institucional  com o tema "A diferença nos enriquece, o respeito nos une", através da obra "O Cabelo de Lelê". Seus trabalhos ficaram ótimos , criativos garantindo a aprendizagem  de seus alunos de forma lúdica e prazerosa. 
           
                   Parabéns Deborah Cruz e Shirley! 
                                 Ótimas ideias merecem ser compartilhadas!























Projeto : O Cabelo de Lelê

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

TEATRO DA DONA BARATINHA

TEATRO DA DONA BARATINHA

Resultado de imagem para dona baratinha



DONA BARATINHA
 DONA BARATINHA MORAVA SOZINHA NUMA CASINHA. ELA VIVIA TAO TRISTINHA COITADINHA!
 ELA GOSTAVA MUITO DE ARRUMAR SUA CASINHA.
UM DIA, QUANDO VARRIA SUA CASA, DONA BARATINHA ACHOU UMA MOEDA DE OURO. FICOU TODA ALEGRE, POIS AGORA TINHA FICADO RICA ...
_ OBA! UMA MOEDA DE OURO! AGORA ESTOU RICA JÁ POSSO ME CASAR SÓ FALTA ENCONTRAR UM MARIDO!
ENTAO, DONA BARATINHA GUARDOU O DINHEIRO NUMA CAIXINHA, PÔS UMA FITA NO CABELO E ABRIU SUA JANELINHA.
TODA VEZ QUE ALGUÉM PASSAVA, DONA BARATINHA LOGO CANTAVA:
"QUEM QUER CASAR COM A DONA BARATINHA QUE TEM FITA NO CABELO E DINHEIRO NA CAIXINHA?"
PRIMEIRO PASSOU O PATO.
 - EU QUERO! – EU QUERO!
DONA BARATINHA PERGUNTOU-LHE:
- COMO É A SUA VOZ?
O PATO GRASNOU:
"QUÁ, QUÁ, QUÁ ... "
- E MUITO BARULHO! VOCE ME ASSUSTA! NÃO QUERO ME CASAR COM VOCÊ!
E O PATO FOI EMBORA TRISTE... TRISTE...
MAS DONA BARATINHA NÃO DESISTIU DE SE CASAR E CONTINUOU A CANTAR:
"QUEM QUER CASAR COM A DONA BARATINHA QUE TEM FITA NO CABELO E DINHEIRO NA CAIXINHA?"
EM SEGUIDA, PASSOU O CAVALO.
 - EU QUERO – EU QUERO!.
-MAS  COMO É A SUA VOZ?
O CAVALO RELINCHOU:
"RII, RII, RI!..."
- É MUITO BARULHO! VOCÊ ME ASSUSTA! NÃO QUERO ME CASAR COM VOCÊ!
O CAVALO FOI EMBORA MUITO TRISTE, POIS SEU SONHO ERA CASAR-SE COM A DONA BARATINHA.
DONA BARATINHA CANTOU MAIS UMA VEZ:
"QUEM QUER CASAR COM A DONA BARATINHA QUE TEM FITA NO CABELO E DINHEIRO NA CAIXINHA?"
O MACACO QUE PASSAVA POR ALI ESCUTOU AQUELA CANÇÃO E DISSE:
 - EU QUERO – EU QUERO!
- COMO É A SUA VOZ?
O MACACO GUINCHOU:
"QUI, QUI, QUI..."
- É MUITO BARULHO! VOCÊ ME ASSUSTA! VÁ EMBORA NÃO QUERO ME CASR COM VOCÊ!
O MACACO FOI EMBORA MUITO TRISTE.
DONA BARATINHA TAMBÉM JÁ ESTAVA FICANDO TRISTE, POIS ACHAVA QUE NÂO IA CONSEGUIR UM NOIVO ETRISTIMENTE CANTOU:
"QUEM QUER CASAR COM A DONA BARATINHA QUE TEM FITA NO CABELO E DINHEIRO NA CAIXINHA?"
ENTÃO PASSOU O BODE.
 - EU QUERO – EU QUERO!
- COMO É A SUA VOZ?
O BODE BALlU:
 "BÉ, BÉ, BÉ ... "
- É MUITO BARULHO! VOCÊ ME ASSUSTA! NÃ QUERO ME CASAR COM VOCÊ!
O BODE FOI EMBORA. TRISTE, TRISTE, POIS NÃO TINHA ENCONTRADO UMA NOIVA.
DONA BARATINHA NOVAMENTE, POIS-SE A CANTAR:
"QUEM QUER CASAR COM A DONA BARATINHA QUE TEM FITA NO CABELO E DINHEIRO NA CAIXINHA?"
QUANDO O LOBO PASSOU E DISSE:
 - EU QUERO. EU QUERO!
- COMO É A SUA VOZ?
O LOBO UIVOU:
 "UUU, UUU, UUU ... "
- É MUITO BARULHO! VOCÊ ME ASSUSTA! NÃO QUERO ME CASAR COM VOCÊ!
O LOBO FOI EMBORA PARA A FLORESTA MUITO TRISTE.
DONA BARATINHA AINDA NÃO HAVIA DESISTIDO DE SE CASAR E CANTOU:
"QUEM QUER CASAR COM A DONA BARATINHA QUE TEM FITA NO CABELO E DINHEIRO NA CAIXINHA?"
O GATO PASSOU E DISSE:
 - EU QUERO. EU QUERO!
- COMO E A SUA VOZ?
O GATO MIOU:
 "MIAU, MIAU, MIAU ... "
- É MUITO BARULHO! VOCÊ ME ASSUSTA!
E ASSIM O GATO FOI EMBORA TRISTE, TRISTE.
DONA BARATINHA CANTOU NOVAMENTE:
"QUEM QUER CASAR COM A DONA BARATINHA QUE TEM FITA NO CABELO E DINHEIRO NA CAIXINHA?"
O SAPO FOI PASSANDO E DIZENDO:
- EU QUERO. EU QUERO!
- COMO É A SUA VOZ?
O SAPO COAXOU:
"CROC, CROC, CROC ... "
O SAPO FOI EMBORA PARA SUA LAGOA MUITO TRISTE.
DONA BARATINHA ESTAVA DESANIMADA, MAS DECIDIU CANTAR PELA ÚLTIMA VEZ:
"QUEM QUER CASAR COM A DONA BARATINHA QUE TEM FITA NO CABELO E DINHEIRO NA CAIXINHA?"

 FOI Aí QUE PASSOU O RATO:
- EU QUERO! – EU QUERO!
- COMO E A SUA VOZ?
O RATO CHIOU:
"QUI, QUI, QUI..."
- ESSE CHIADO BAIXINHO NÃO ME ASSUSTA.
EU ME CASO COM VOCÊ!
DONA BARATINHA PRECISAVA CONTAR A NOVIDADE. FOI PARA A JANELA E DISSE:
-TODOS OS ANIMAIS DA FLORESTA ESTÃO CONVIDADOS PARA O MEU CASAMENTO FINALMENTE ENCONTREI UM NOIVO EDUCADO!
NO SÁBADO NINGUÉM FICOU EM CASA, APARECERAM: O PATO, O CAVALO, O GATO, O BODE, O LOBO, O MACACO, TODOS OS ANIMAIS DA FLORESTA FORAM ASSISTIR O CASAMENTO DA DONA BARATINHA, O ÚLTIMO A CHEGAR FOI O SENHOR SAPO.
ENQUANTO ISSO NA CASA DA DONA BARATINHA O QUATI PREPARAVA UMA DELICIOSA FEIJOADA PARA COMEMORAR O CASAMENTO DE DONA BARATINHA E DO SENHOR RATO, ENTÃO, POUCO ANTES DO CASAMENTO, O RATO APARECEU NA JANELA SENTIU O DELICIOSO CHEIRINHO DA FEIJOADA, APROVEITOU QUE O QUATI HAVIA SAÍDO E FOI PROVAR UM POUQUINHO DA FEIJOADA,
 MAS “TIBUM”! O RATO SE DESEQUILIBROU E CAIU DENTRO DA PANELA.
O QUATI CHEGOU E VIU O RATO DENTRO DA PANELA E DESESPERADO SAIU CORRENDO PARA O CASAMENTO:
ENQUANTO ISSO DONA BARATINHA, VESTIDA DE BRANCO, DE VÉU E GRINALDA, FOI PARA A IGREJA, ONDE OS CONVIDADOS ESPERAVAM ANSIOSOS.
MAS O NOIVO NÃO ESTAVA LÁ!
ENTÃO, O QUATI CHEGOU CORRENDO E GRITANDO:
                                                                                                  -ACUDAM! ACUDAM! O RATO CAIU NA PANELA DE FEIJOADA!
-”NÃO ACREDITO MEU NOIVO CAIU DENTRO DA PANELA DE FEIJOADA”.

TODOS OS ANIMAIS SAÍRAM CORRENDO PARA A CASA DE DONA BARATINHA, ERA VERDADE! O NOIVO SENTIU O CHEIRO DELICIOSO DO FEIJAO COM TOUCINHO E NÃO RESISTIU SUBIU NA PANELA, PERDEU O EQUILÍBRIO E... "TIBUM",CAIU LÁ DENTRO! COITADO! ALÉM DE QUEIMADO, ENGOLIU TANTA FEIJOADA QUE QUASE MORREU DE INDIGESTÃO.


MAS A HISTÓRIA NÃO ACABOU... PASSADA A TRISTEZA, DONA BARATINHA VOLTOU PARA A JANELA.
E, NUMA MANHA ENSOLARADA, PASSOU POR ALI O SENHOR BARATÃO.
_OLÁ DONA BARATINHA!
_OLÁ SENHOR BARATÃO!
_DONA BARATINHA POR QUE VOCÊ ESTÁ TÃO TRISTE?
_PORQUE MEU NOIVO ERA MUITO GULOSO E CAIU NA PANELA DE FEIJOADA .
- NÃO SEJA POR ISSO EU TAMBÉM GOSTARIA DE ME CASAR .VOCÊ GOSTARIA DE SE  CASAR COMIGO?
DONA BARATINHA FICOU ANIMADA, MAS, ANTES DE RESPONDER, PERGUNTOU:
-O SENHOR GOSTA DE FEIJOADA?
- NAO, DE JEITO NENHUM ... EU DETESTO FEIJOADA!
- ENTÃO, EU QUERO! EU ACEITO ME CASAR COM O SENHOR!

E ASSIM DONA BARATINHA E O SENHOR BARATÃO RESOLVERAM SE CASAR E ESPERAM VIVER JUNTOS FELIZES PARA SEMPRE!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Projeto: Meus amigos são coloridos


Escola Municipal Leon Renault – 2016
Projeto: “Meus Amigos São Coloridos” – 1° ano
Regina Esméria  de Morais




“A educação é a arma mais forte que você pode usar para mudar o mundo.”

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar”.               

                                                                                               Nelson Mandela

APRESENTAÇÃO

          Denomina-se racismo a discriminação social que tem por base um conjunto de julgamentos pré-concebidos que avalia as pessoas de acordo com suas características físicas, em especial a cor da pele. As injustiças sociais figuram entre seus desdobramentos mais determinantes no campo social, uma vez que essas são a chave para entender as pronunciadas desigualdades que assolam o país.
Nesse contexto, o projeto “Meus amigos são coloridos”, idealizado inicialmente para atender as crianças do 1º ano da Escola Municipal Leon Renault em Brumadinho, surge como uma arma difusora, a fim de prevenir e combater o racismo na escola. 
Para servir a tal propósito, o projeto se propõe a criar uma nova ambiência racial na escola, de modo a ofertar às crianças elementos que os levem a criar vínculos indenitários positivos com as diferentes etnias, isto é, a valorizar a diversidade humana. Tais vínculos contribuiriam tanto para a redução do racismo, quanto para o incremento da autoestima do ser humano.
Além disso, pretende-se revisar as práticas e materiais pedagógicos adotados até então no ambiente escolar com o intuito de eliminar a figuração predominante de determinado grupo étnico nesses recursos, materializar a promoção à diversidade e empoderar igualmente todos os grupos.






JUSTIFICATIVA


O presente projeto teve sua gênese na necessidade de colocar evidência e combater os diferentes meios de perpetuação do racismo na escola, que se processam de maneira velada.
Esse modo de perpetuação quase invisível dificulta a intervenção, uma vez que suprimir uma série de práticas cuja motivação não é claramente assumida constitui tarefa para a qual se carece de métodos tradicionais eficazes.
A isso se soma o fato de crianças não serem naturalmente preconceituosas, de aprenderem a o ser com adultos e, portanto, poderem também ser direcionadas antes da formação do caráter primordial (que se dá até os sete anos, segundo especialistas) para abraçar a diversidade.
Dessa maneira, aproveitar essa fase singular da vida de todo ser humano que é a infância por meio da valorização sentimentos e valores positivos que as crianças trazem em si, configura uma abordagem alternativa com a potencialidade de não apenas combater as indesejáveis práticas fundamentadas em ideais racistas e sua perpetuação, como também evitar suas instaurações.


OBJETIVO GERAL


            Prevenir e combater práticas fundamentadas em ideais racistas, bem como sua perpetuação por meio da educação das crianças voltada para a diversidade e respeito às diferenças.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS


·         Promover a ampliação da visibilidade e a valorização das manifestações socioculturais ligadas às culturas africanas, bem como de seus praticantes no ambiente escolar visando sua extensão aos demais ambientes e a redução do racismo;
·         Ampliar a reflexão, o diálogo e a conscientização sobre o processo de formação da sociedade brasileira;
·         Estimular o posicionamento crítico frente à realidade social vivenciada por meio de rodas de conversa pautadas por discussões voltadas ao negro e sua inserção na sociedade brasileira;
·         Possibilitar uma reflexão da prática pedagógica frente à diversidade étnico-racial, a fim de diminuir e até mesmo erradicar as desigualdades sócio raciais no que tange ao ambiente escolar.


TEMPO ESTIMADO: 1 ano
PÚBLICO ALVO: Alunos do 1° ano.


MATERIAL NECESSÁRIO

Livros didáticos e de literatura, filmes, murais, sequências didáticas, caderno de anotações compartilhado e questionários de diagnóstico, acompanhamento e avaliação.


MÉTODO

O projeto será conduzido na Escola municipal Leon Renault no 1º ano do ensino fundamental e terá sua introdução feita aos alunos por meio de uma apresentação das raízes da cultura africana, isto é, uma exposição em vídeo contemplando aspectos culturais que se manifestavam antes do deslocamento de populações pelo tráfico negreiro. Posteriormente à exibição do vídeo, planeja-se o desenvolvimento de atividades dentro e fora de sala de aula, a fim de consolidar, ampliar e propagar o conhecimento adquirido na apresentação inicial. Entre essas atividades programadas figuram a produção de texto coletivo e individual, o trabalho com tintas, a pintura facial e a fixação cartazes nos ambiente escolar, tanto dentro quanto fora das salas de aula. Cabe ressaltar que as atividades ministradas terão acompanhamento pedagógico e caráter interdisciplinar.
  Além disso, a fim de estimular a convivência harmoniosa com as diferenças, intenciona-se programar uma série de visitas de membros da comunidade local que possuem contato direto com ritos, práticas e costumes que remetem à cultura afro-brasileira, a saber, um capoeirista da comunidade quilombola e o senhor Cambão, líder de uma comunidade quilombola de Marinhos. Durante tais visitas pretende-se criar um ambiente seguro de conversa sobre a cultura local, propiciar a apresentação da arte da capoeira e do congado, bem como promover a troca de experiências e casos de antepassados, com ênfase nos relatos sobre as condições de vida dos familiares do senhor Cambão, escravos da Fazenda dos Martins.
 Em outro momento será apresentado para as crianças o processo histórico da formação da população negra no Brasil por meio de uma visita à Fazenda dos Martins, antiga fazenda do município do século VIII que funcionara como um grande centro de distribuição de escravos de Minas Gerais. Pretende-se que a explanação sobre as ocupações e funções desempenhadas pelos negros no contexto da referida fazenda sirva como iniciador de uma troca de ideias acerca da inserção da população afro-brasileira na sociedade.
Ainda é prevista a preparação e encenação de peças de teatro que abordem os dilemas e aspectos gerais de diferentes grupos étnicos nas festas e datas comemorativas da escola, de modo a transformar os encontros coletivos do ambiente escolar em difusores de cultura e da convivência harmoniosa com a pluralidade cultural.
          
Vídeos: Os vídeos exibidos ao longo do desenvolvimento do projeto provêm da bibliografia indicada do curso de Pós Graduação em Políticas de Promoção da Igualdade Racial na Escola da Universidade Federal de Minas Gerais.
Livros trabalhados: “Minha família é colorida”, “Por que Somos de Cores Diferentes?”, “Ninguém é igual a Ninguém”, “As Tranças de Bintou”, “A Bonequinha Preta”, “Menina Bonita do Laço de Fita”, “O menino Marrom e Bruna” e “Galinha D’Angola”.  


AVALIAÇÃO

As atitudes preconceituosas devem diminuir na escola e na família. Indagações serão levantadas. Que mudanças foram observadas? Quais atividades você considera de maior relevância? As respostas servirão de orientação para novas práticas.










quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Ivani Ferreira foi entrevistada pela Fundação Telefônica /Vivo/Plataforma Escolas Conectadas

http://fundacaotelefonica.org.br/educacao-do-seculo-xxi/a-educadora-que-gosta-tanto-de-ensinar-quando-de-aprender/

Fundação telefônica Vivo investe em educação!

http://fundacaotelefonica.org.br/educacao-do-seculo-xxi/a-educadora-que-gosta-tanto-de-ensinar-quando-de-aprender/





Alunos participam do projeto de horta escolar utilizando materiais recicláveis na montagem do espaço

Conheça a história da professora mineira Ivani da Silva Ferreira, que utilizou a plataforma Escolas Conectadas para potencializar sua formação contínua enquanto educadora
Ela sempre quis aprender. Desde menina, quando sonhava em ser professora, quando disseram que teria que parar de estudar, quando teve que mudar de cidade. Quis aprender depois de formada, enquanto professora de educação infantil e também enquanto supervisora pedagógica. A professora Ivani da Silva Ferreira, que atua há 14 anos na rede municipal de Brumandinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), sabe que se um professor deseja inspirar seus alunos a serem curiosos e aprender de maneiras diferentes, ele também deve se tornar um aluno disposto a se reformular e passar por experiências educadoras inovadoras.
“O tempo todo estou me especializando, me aperfeiçoando e buscando novos aprendizados. O que eu gosto mesmo é de estudar”, diz a educadora. Sua ansiedade por saber vem da infância, mesmo quando teve de interromper os estudos em razão da distância entre casa e escola. Ainda que tardia, a educação de Ivani sempre foi intensa: ela formou-se em Letras e fez pós-graduação em supervisão e também em pedagogia. Esse aprendizado contínuo não aconteceu sem percalços; apaixonada por educação infantil, Ivani encontrava dificuldades como qualquer outro educador, e sentia vontade de compartilhar com seus pares as soluções que encontrava.
Perfil da professora mineira Ivani Silva Ferreira
Sem nenhuma experiência em informática ou no uso de tecnologias, Ivani lançou-se em uma nova área de aprendizado: criar um blog que funcionasse como um diário de bordo de suas experiências pedagógicas. “Sempre fui muito organizada, fazendo planos de aula que meus colegas pediam emprestado com frequência. Criei o blog para me comunicar com professores da minha região, mas ele tomou outras proporções, com pessoas do Brasil inteiro se comunicando comigo. Tem quase oito milhões de acesso”, ela comenta. Ivani também é responsável pelo blog da escola Leon Renault, onde atua como supervisora pedagógica.
Quando conheceu a Escolas Conectadas, plataforma da Fundação Telefônica Vivo para apoiar na formação digital e continuada de educadores, Ivani ficou bastante empolgada com a variedade de cursos gratuitos. “O material da plataforma é muito rico e tudo que está nela pode ser aplicado nos mais diversos tipos de sala de aula. Eu me inscrevi em vários cursos, e também os indiquei para muitos colegas de Brumadinho”. Além da flexibilidade de poder realizar os cursos quando tem tempo, ela complementa que a plataforma funciona como um importante ponto de interação entre professores, que podem mostrar o que desenvolveram a partir do aprendizado online.
Ivani criou diversos projetos com seus alunos baseando-se nos cursos oferecidos pela plataforma Escolas Conectadas. O projeto Minha Família é Colorida, desenvolvido pelos estudantes do ensino fundamental da escola Leon Renault, falava sobre a importância da luta contra o racismo dentro e fora da escola. Com base no curso Plantas Medicinais, também foi feito o projeto de horta escolar, utilizando materiais recicláveis na montagem do espaço.
Ivani acredita que nenhum dos projetos seria possível sem o uso da tecnologia como catalisadora de processos educacionais. “A conexão faz com que as pessoas se mantenham ligadas e troquem informações preciosas entre si. Quando crio um trabalho na minha escola, posso colocá-lo em rede, e a partir daí uma pessoa de qualquer outro lugar pode se inspirar e criar uma nova ideia, formando uma grande rede de experiências”, relata a professora. Por seus esforços enquanto educadora e precursora de metodologias inovadoras, Ivani recebeu a Medalha de Honra ao Mérito da Educação na Câmara Municipal de Brumadinho.
Durante o mês de outubro, em homenagem ao Dia dos Professores, a Fundação Telefônica Vivo lança uma série de perfis sobre educadores e professoras inovadores, que encontraram na plataforma Escolas Conectadas uma ferramenta para dar continuidade a sua formação e impactar positivamente suas realidades escolares.