Narrador-
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido
pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor.
Mãe- Querida, sua avó
está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que
estão na cestinha. Você poderia levar à casa dela?
Mãe-
Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai,
nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobo
muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá.
Chapeuzinho -
Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho!
Narrador-E
assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e
se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber.
(Chapeuzinho)
Pela estrada a fora, eu
vou bem sozinha
Levar esses doces para a vovozinha
A estrada é longa, o caminho é deserto
E o lobo mau passeia aqui por perto
Mas à tardinha, ao sol poente
Junto à mamãezinha dormirei contente
Levar esses doces para a vovozinha
A estrada é longa, o caminho é deserto
E o lobo mau passeia aqui por perto
Mas à tardinha, ao sol poente
Junto à mamãezinha dormirei contente
Narrador -
Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo estava perto...Ela nunca tinha
visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau. Levou um susto quando ouviu:
Lobo-- Onde vai, linda
menina?
Chapeuzinho
- Vou à casa da vovó, que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E
você, quem é?
Narrador- O lobo
respondeu:
Lobo- Sou um anjo da
floresta, e estou aqui para proteger criancinhas como você.
Chapeuzinho -
Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse
que tem um lobo mau andando por aqui.
Lobo - Que nada -
respondeu o lobo - pode seguir tranqüila, que vou na frente retirando todo
perigo que houver no caminho. Sempre ajuda conversar com o anjo da floresta.
Chapeuzinho
- Muito obrigada, seu anjo. Assim, mamãe nem precisa saber que errei o caminho,
sem querer.
Lobo - Este será nosso
segredo para sempre... saiu correndo e cantando:
(Lobo Mau)
Eu sou o lobo mau, lobo mau, lobo mau
Eu pego as criancinhas pra fazer mingau
Hoje estou contente, vai haver festança
Tenho um bom petisco para encher a minha pança
Eu sou o lobo mau, lobo mau, lobo mau
Eu pego as criancinhas pra fazer mingau
Hoje estou contente, vai haver festança
Tenho um bom petisco para encher a minha pança
Narrador- Chegando à casa
da vovó, o lobo, fingindo ser chapeuzinho vermelho, bateu na porta,:
Lobo- Vovó, sou eu,
Chapeuzinho Vermelho!
Vovó - Pode entrar,
minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.
Narrador- Assim que o lobo
entrou, ele prendeu a vovó dentro do armário. E se deitou no lugar dela,
cantarolando.
Nessa cama agora,vou ficar bem quietinho
Nessa cama agora,vou ficar bem quietinho
Pra comer os doces da
chapeuzinho.
Narrador- Chegando à casa
da vovó, Chapeuzinho bateu na porta:
Chapeuzinho - Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho!
Lobo- Pode entrar,
minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.
Narrador- A menina pensou
que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se levantar e abrir a porta. E
falando com aquela voz tão estranha...
Narrador- Chegou até a cama
e viu que a vovó estava mesmo muito doente. Se não fosse a toquinha da vovó, os
óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela pensaria que nem era a avó dela.
Chapeuzinho
- Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou. Quero que fique
boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre.
Lobo- Obrigada, minha
netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão).
Narrador- Chapeuzinho não
se conteve de curiosidade, e perguntou:
Chapeuzinho
- Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes?
Lobo- - É prá te olhar
melhor, minha netinha.
Chapeuzinho
- Mas, vovó, por que esse nariz tão grande?
Lobo- - É prá te
cheirar melhor, minha netinha.
Chapeuzinho -
Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes?
Lobo- - São para te
acariciar melhor, minha netinha.
Chapeuzinho -
Mas, vovó, por que essa boca tão grande?
Lobo- - Quer mesmo
saber? É prá te comer!!!!
Chapeuzinho
- Uai! Socorro! É o lobo!
Narrador- A menina saiu
correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela, pertinho, quase
conseguindo pegar.
Por sorte, um
grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora, e seus gritos chamaram sua
atenção.
(Caçadores)
Nós somos os caçadores e nada nos amedronta
Damos mil tiros por dia, matamos feras sem conta
Varamos toda floresta, por mares e serranias
Caçamos onça pintada, pacas, tatus e cotias
Nós somos os caçadores e nada nos amedronta
Damos mil tiros por dia, matamos feras sem conta
Varamos toda floresta, por mares e serranias
Caçamos onça pintada, pacas, tatus e cotias
Narrador- E rapidamente,
amarraram o lobo, bem firme para ele não fugir.
Todos já iam
comemorar, quando Chapeuzinho falou:
Chapeuzinho -
Acho que o lobo devorou minha avozinha.
caçadores- Não se desespere,
pequenina. Acho que estou ouvindo sua vovozinha bater e gritar, vamos ver...
Narrador- o caçador abriu a porta do armário e soltou a
vovozinha.
- Viva! Vovó!
Viva! Vovó!
Narrador- Chapeuzinho
Vermelho aprendeu que devemos sempre, ouvir os conselhos da mamãe e não falar
com estranhos. E todos comemoraram a liberdade conquistada, até mesmo a vovó, caiu
na farra.
(Chapeuzinho)
O lobo mau já morreu, agora estamos em festa
Posso brincar com as crianças
E passear na floresta
O lobo mau já morreu, agora estamos em festa
Posso brincar com as crianças
E passear na floresta
Mas a tardinha
Ao sol poente
Com a mamãezinha
Dormirei contente!
Ao sol poente
Com a mamãezinha
Dormirei contente!
FIM




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