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Ivani Ferreira é professora e blogueira . Possui graduação em Letras pela Faculdade Asa de Brumadinho (2006), Normal Superior pela Universidade Federal de Montes Claros(2005), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal Castelo Branco (2007), Supervisão Pedagógica pela FINON (2008). Professora efetiva na rede Municipal de Brumadinho desde 2005, porém, atua na rede municipal com turmas da Educação Infantil , Ensino Fundamental 1 e 2 , desde o ano de 2002. Trabalhou como supervisora pedagógica na Escola Municipal Leon Renault- Brumadinho/MG (2013- 2016). Atualmente trabalha como professora da Educação Infantil na EMEI Nair das Graças Prado em Brumadinho/MG. Sejam bem vindos(as)!!!

domingo, 20 de março de 2011

Texto: A velha contrabandista


A Velha Contrabandista 
       
 Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega tudo malandro velho, começou a desconfiar da velhinha.
       Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
      __ Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
          A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
      ___É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi
embora, com o saco de areia atrás.
          Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba , dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo.
         Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
         Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
        __Olha, vovozinha, eu sou fiscal de Alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa  de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
         __Mas no saco só tem areia! __ insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
         __ Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
         __ O senhor promete que não “espáia”? __ quis saber a velhinha.
          __ Juro __ respondeu o fiscal.
          ___ É lambreta.    (Stanislaw Ponte Preta/ in Para gostar de ler, vol. 8. São Paulo, Ed. Ática, 1997)

VOCABULÁRIO:

Muamba – contrabando
Alfândega – local por onde passam mercadorias vindas de outro país
Odontológo – dentista
Lambreta – motocicleta
Fiscal – pessoa que fiscaliza
Encabulado – com vergonha
Interceptou – interrompeu

Interpretação do texto:
1) Numere a 2ª coluna de acordo com a 1ª, de maneira a relacionar o fato com a sua conseqüência:
(1) A velhinha passava todos os dias com um saco na lambreta.
(2) O fiscal fez a velhinha parar.
(3) O fiscal não acreditou no que a velhinha falou.
(4) O fiscal fez uma proposta à velhinha.
( ) A velhinha parou.
( ) A velhinha contou a verdade ao fiscal.
( ) Os fiscais da Alfândega desconfiaram da velhinha.
( ) O fiscal examinou o saco.

2) Reflita sobre a afirmação abaixo:
Agora responda, marcando a alternativa correta:

Se a velhinha contrabandeava lambretas, por que ela carregava o saco de areia?
( ) Para fazer com que as lambretas ficassem mais pesadas.
( ) Para despistar os fiscais, desviando a atenção das lambretas que ela contrabandeava.
( ) Para ficar em forma, carregando mais peso.
( ) Para contrabalançar o peso das lambretas.

3) Retire, do texto, a palavra que possui o mesmo sentido da sublinhada nas frases abaixo:

a) O fiscal achou que havia “muamba” no saco.
b) Durante um mês seguido o fiscal interrompeu o curso da velhinha.
c) A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no dentista.

Gramática:

1) Observe os verbos destacados nas frases abaixo e marque a opção que mostra o tempo em foram conjugados:

a) “Diz que era uma velhinha”.
( ) Passado
( ) Presente

b) “Olha vovozinha, eu sou fiscal da Alfândega”.
( ) Passado
( ) presente

Ortografia:
1) Assinale as frases onde foram empregados corretamente mal e mau.

( ) O fiscal estava sendo mau, ao desconfiar da velhinha.
( ) A velhinha passou por um mau momento nas mãos dos fiscais.
( ) O fiscal não era mal, ele só estava cumprindo com suas obrigações.

3) Observando as palavras destacadas, empregue corretamente: sobre e sob.

a) A velhinha ficou com vergonha do fiscal e escondeu-se embaixo do caminhão.
A velhinha ficou com vergonha do fiscal e escondeu-se ___________ o caminhão.
b) Os sacos de areia estavam em cima da lambreta.
Os sacos de areia estavam ________________ a lambreta.
REDAÇÃO
        A descrição é útil para nossa vida, pois passamos por situações que é preciso saber descrever, como por exemplo, para ensinar alguém a chegar em um determinado lugar, é preciso contar como é esse lugar, dando características e detalhes, para que se torne possível identificá-lo. Esse é apenas um exemplo, existem vários outros que podem acontecer no nosso
cotidiano.
             Observe a situação abaixo e crie uma história, não esquecendo de introduzir também, a descrição. Assim, você estará fazendo uma narração com descrição.

3 comentários:

  1. Eu tenho 15 anos,mais não deixo de gostar dessa história,é muito interessante e te deixa curioso(a).Minha mãe me contava quando eu era pequena,ate hoje não me esqueço.é um conto muito bom para se ler!!

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    1. QUE TIPO DE TEXTO E ESSE ?

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    2. O texto...A velha contrabandista é uma crônica

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