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Brumadinho, MG, Brazil
Ivani Ferreira é professora e blogueira . Possui graduação em Letras pela Faculdade Asa de Brumadinho (2006), Normal Superior pela Universidade Federal de Montes Claros(2005), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal Castelo Branco (2007), Supervisão Pedagógica pela FINON (2008). Professora efetiva na rede Municipal de Brumadinho desde 2005, porém, atua na rede municipal com turmas da Educação Infantil , Ensino Fundamental 1 e 2 , desde o ano de 2002. Trabalhou como supervisora pedagógica na Escola Municipal Leon Renault- Brumadinho/MG (2013- 2016). Atualmente trabalha como professora da Educação Infantil na EMEI Nair das Graças Prado em Brumadinho/MG. Sejam bem vindos(as)!!! Instagram.com/professoraivaniferreiraoficial

domingo, 5 de junho de 2011

Dança Junina




A DANÇA DA PENEIRA
HOJE É DIA DE SÃO JOÃO,
VAMOS MENINA PENEIRAR,
A FESTA SERÁ ANIMADA,
QUANDO A SAIA BALANÇAR!
BALANÇA PRA LÁ,
BALANÇA PRA CÁ,
BALANÇA PRA LÁ,
DEIXE A POEIRA LEVANTAR!
DEIXE A PENEIRA NO CHÃO,
DÊ UMA VOLTA NO LUGAR,
PEGUE DEPRESSA A PENEIRA,
VOLTE LOGO A PENEIRAR!
BALANÇA PRA LÁ,
BALANÇA PRA CÁ,
BALANÇA PRA LÁ,
DEIXE A POEIRA LEVANTAR!
JOGUE A PIPOCA PRA CIMA,
VOLTE LOGO A PENEIRAR,
ELAS PULAM, PULAM, PULAM,
NINGÉM PODE SEGURAR!
BALANÇA PRA LÁ,
BALANÇA PRA CÁ,
BALANÇA PRA LÁ,
DEIXE A POEIRA LEVANTAR!


Baixar música: http://search.4shared.com/q/CCAD/1/dan%C3%A7a%20da%20peneira

Origem da Festa Junina



História
Você sabe por que as festas juninas receberam esse nome? Todo mundo conhece a história de que elas são chamadas de juninas por acontecerem no mês de junho. Mas o que pouca gente sabe é que, antigamente, na Europa, a comemoração era conhecida como festa joanina em homenagem ao nascimento de São João Batista.
Mais tarde, os portugueses incluíram São Pedro e Santo Antônio nas festanças e também outros elementos, como as grandes fogueiras, que serviam para afastar as pragas agrícolas e trazer boas colheitas, os fogos de artifício e as bombinhas, que espantavam o mau-olhado, e os balões coloridos, que levavam pedidos aos santos.
As festas de junho são comemoradas em três datas principais:
· 13 de junho – festa de Santo Antônio;
· 24 de junho – festa de São João;
· 29 de junho – festa de São Pedro.
É claro que, como os brasileiros adoram festas, qualquer dia do mês de junho é dia de comemorar e, do norte ao sul do país, as barraquinhas de guloseimas vão surgindo, a música toca alto e a dança vai até o sol raiar! E viva São João!!!
Quitutes
Festa junina não é festa junina se não tiver muitos e variados quitutes. Huuummm… Só de pensar, fico com água na boca! Apesar de ter muitas coisas em comum, a culinária típica das festas juninas não é igual em todas as regiões do Brasil. No Norte, por exemplo, o biju e a tapioca são os quitutes mais saboreados nessas ocasiões. No Sul, o pinhão é a sensação das festas. No Sudeste, é o pão de queijo que faz sucesso. Na Região Centro-Oeste, a pamonha não pode faltar e, no Nordeste, o apetite dos festeiros é estimulado com muito cuscuz, cocadas, bolinhas de jenipapo e amendoim. Nas festas do meu bairro, cada um leva um prato.
A mãe do Junin faz pé-de-moleque e o pai da Carol sabe cozinhar uma canjica maravilhosa. A vó da Juju gosta de fazer receitas com milho verde: ela faz milho cozido, pamonha e bolo de milho. É tudo muito gostoso! Minha mãe é especialista em bolo de fubá, e eu também sei fazer algumas coisinhas gostosas. Nessa festa, eu vou levar a pipoca e a paçoca, que são receitas deliciosas e fáceis de fazer! Aí vai a minha receita de paçoca para que você também possa colaborar com um prato típico na sua festa junina:
Paçoca
Ingredientes:
1 quilo de amendoim torrado sem casca e sem pele
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara de farinha de mandioca
1 colherinha de sal
Modo de preparar:
Misture todos os ingredientes e passe-os, aos poucos, no processador de alimentos ou no liquidificador até que se tornem um pó fino. Coloque a mistura em forminhas para moldar as paçoquinhas ou em canudinhos de papel. Pronto, agora você já pode se deliciar com essa receita simples e gostosa!
Quadrilhas
A quadrilha foi trazida para o Brasil pela Corte portuguesa e, inicialmente, era dançada apenas pela nobreza. Com o tempo, ela foi se popularizando, e a dança servia para representar o dia-a-dia dos trabalhadores da roça e os perigos e dificuldades que eles enfrentavam a caminho do trabalho. Além da quadrilha, outros tipos de dança também animam as comemorações juninas, como, por exemplo, o forró no Nordeste, o cateretê na Região Sudeste, o cururu na Região Centro-Oeste, o vaneirão no Sul e o boi-bumbá, que aquece os festejos do Norte brasileiro.

Desafios juninos...


Desafio do Zé Vicente e Maricota dos Rabichos

Maricota dos rabichos,
Nunca vi cabelo assim!
Isto é trança ou é palha
Muita seca de capim?

Zé Vicente, falador,
Eu não sei se é de fato,
Mais bonito o meu cabelo,
Ou o seu pé de pato!

Ô mocinha, deixa disto,
Eu não sou tão falador!
O meu pé é muito grande,
Porque sou bom caçador.

Zé Vicente, caçador,
Onde está a valentia
De quem fugiu de uma onça,
Lá no mato outro dia?

Pro meu pé, não olhe não,
Vem depressa ser meu par.
Ele é grande mas eu garanto,
Que ainda serve pra dançar...

Minha gente, até logo,
Vamos contentes brincar,
Sempre fomos bons amigos,
Não precisam duvidar!


 
Desafio/Bate papo na roça

 

_Maricota, que beleza!
seu vestido de chitão!
Onde vais assim frajola
cheirando a manjericão?


_ Vou dançar, Mané Viola,
em louvor a São João:
quadrilha, polca, rancheira,
vou também soltar balão!


_Tu não sabes, Maricota,
o balão é proibido.
_Então vou pular fogueira,
va ser muito divertido!


casamento na roça



Personagens...


- Chiquinha (noiva)
- Jeca (noivo)
- Pai da Chiquinha
- Mãe do Jeca
- Irmãos da Chiquinha
- Padre
- Convidados do casamento
NARRADOR – Lá pras banda do Brumadim  havia uma moça pra lá de bunita chamada  Chiquinha . (Chiquinha entra e senta.)

NARRADOR – Todas tarde a Chiquinha pedia para o santo Antônio:

CHIQUINHA-  Oh!!! Santo Antônio me arranja um casamento!!!!

NARRADOR – Por ali também morava um moço...chamado Jeca.

(Entra o Jeca)
NARRADOR –  Jeca vê chiquinha e suspira... ai!!! Ai!!! – até que um dia de tanto suspira...Os dois aproximaram o rosto um do outro.
(Jeca beija o rosto de Chiquinha, que fica com vergonha e ri)

NARRADOR – Nessa hora por ali passava o pai da Chiquinha, que viu tudo.
Pai – Eu vi tudo!  (Chiquinha e  Jeca se assustam e se levantam na hora)

PAI–  Se bejô tem que casá.

JECA – Chiquinha: explica pro seu pai. Que foi sem querer...

NARRADOR – E a Chiquinha respondeu:

CHIQUINHA – Vai sê um casório muitu du bunitu.

PAI – Vá si embora se arrumá que eu já vô arrumá a noiva!

JECA – Ai, ai, ai, ai, ai, ai.

CHIQUINHA – Tchar Jeca vou me arrumá ! (manda beijo)

PAI– Bejá é só despois do casamento, minina!

CHIQUINHA – Ô pai...

NARRADOR – O Jeca ficô desesperado. E foi fala com sua mãe...

JECA –  mãe é o seu patrão que me viu beijando a Chiquinha agora ele qué que eu mi case com ela
Mâe do Jeca– (espantada) O que ce ta mi contano, meu fio?
 (abraça o filho) Parabéns, meu fio!

NARRADOR – O casamento foi marcado, estava tudo arranjado. A noiva chegou primeiro e estava uma formosura.
PADRE – (entra) E cadê o noivo?

CHIQUINHA – (feliz) Oh !!santo Antonio... traz o meu noivo logo!

NARRADOR – Demorou um pouco mas o noivo apareceu. Veio trazido pela mãe

JECA – Oi Chiquinha. Ocê ta bunita....

PADRE – Silêncio! Vamu cumeçá esse casório.
JECA – Socorro! Socorro! Beijei e vô te que casá
PADRE – (limpa a garganta) Pudemu continuá? Vamu casá Chiquinha com esse Jeca. Chiquinha: ocê aceita o Jeca como seu esposo?
CHIQUINHA – (apaixonada) Aceito!

PADRE – E ocê, Jeca: aceita a Chiquinha como esposa?

JECA– Aceito.

TODOS – Viva! Viva!

PADRE – Agora pode beijá a noiva.


NARRADOR – E agora vamu dança, bebê cume a noite inteira. Vamu lá!
(A música aumenta. Dança dos convidados do casamento)



Casamento caipira.

Personagens...

Padre
Noiva- chiquinha Dengosa
Noivo_ Pedrinho Foguetão


Padre – Bão, vamo começá logo esse casório. Ocê, Chiquinha Dengosa, promete, de coração, prá marido toda vida, o Pedrinho Foguetão?

Noiva – Mas que pregunta isquisita seu vigário faz prá mim... Eu vim aqui mais o Pedrinho num foi prá dizê que sim???

Padre – E ocê Pedrinho, que me olha assim tão prosa, qué mesmo prá sua esposa a Sinhá Chiquinha Dengosa?

Noivo – Num havia de querê, num é essa minha opinião mas, se não caso com a Chiquinha , vô direto pro caixão... (diz isso olhando de esguelha para o delegado, que segura uma espingarda)

Padre – Então, em nome do cravo e do manjericão, caso a Chiquinha Dengosa com o Pedrinho Foguetão! E Viva os noivos!

Convidados - VIVA!!! (conforme os noivos passam, os convidados jogam arroz)

Padre – E vamo pro baile, pessoar!!!
E começa a
quadrilha.

A Bonequinha Preta .