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Ivani Ferreira é professora e blogueira . Possui graduação em Letras pela Faculdade Asa de Brumadinho (2006), Normal Superior pela Universidade Federal de Montes Claros(2005), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal Castelo Branco (2007), Supervisão Pedagógica pela FINON (2008). Professora efetiva na rede Municipal de Brumadinho desde 2005, porém, atua na rede municipal com turmas da Educação Infantil , Ensino Fundamental 1 e 2 , desde o ano de 2002. Trabalhou como supervisora pedagógica na Escola Municipal Leon Renault- Brumadinho/MG (2013- 2016). Atualmente trabalha como professora da Educação Infantil na EMEI Nair das Graças Prado em Brumadinho/MG. Sejam bem vindos(as)!!!

domingo, 28 de agosto de 2016

Projeto: Água - Gotas de Conscientização


1 JUSTIFICATIVA

A questão da água tão discutida atualmente, que em muitos casos pensamos estar tão distantes de nossa realidade, é algo que vem preocupando nossa equipe. Considerando a escola como instituição responsável pela educação e formação de cidadãos e que a educação ambiental é parte integrante de nossa grade curricular, o projeto tornou-se relevante.
É comum percebermos em nossa escola a despreocupação dos alunos com relação ao meio ambiente, depósito inadequado do lixo; desperdício de água; alto consumo de papel; degradação do patrimônio escolar e das paisagens naturais.
Nossa escola fica inserida em uma comunidade que vem intensificando seu potencial turístico ambiental, e por isso, a sociedade precisa assumir posturas de cuidado com o patrimônio ambiental, com a limpeza da comunidade e preservação de suas belezas naturais. Por isso, é importante que seja trabalhado com nossos alunos valores ambientais, estes importantes para o convívio social.

2 OBJETIVOS GERAIS

·        Desenvolver a consciência ambiental e uso adequado da água dos alunos;
·        Reduzir a produção de lixo individual;
·        Intensificar o cuidado com a água e com o patrimônio natural;
·        Assumir valores essenciais e importantes para a proteção do meio ambiente e matas ciliares onde tem muitas nascentes.


3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.1 Definindo conceitos - Classificação do Lixo

Aguirre (1996) destaca que segundo critério de origem e produção, o lixo pode ser classificado da seguinte maneira:
·         Doméstico: gerado basicamente em residências;
·         Comercial: gerado pelo setor comercial e de serviços;
·         Industrial: gerado por indústrias (classe I, II e III);
·         Hospitalares: gerado por hospitais, farmácias, clínicas, etc.;
·         Especial: podas de jardins, entulhos de construções e animais mortos.

De acordo com a composição química, o lixo pode ser classificado em duas categorias: Orgânico e Inorgânico.

3.2 Consumo Consciente
Trata-se da prática do consumo consciente, uma análise criteriosa a ser feita no ato da compra. Consumindo menos, produz-se menos lixo. Uma forma interessante de realizar o consumo consciente é através dos três “R”. (AGUIRRE, 1996).

3.2.1 Reduzir
Reduzir o lixo em nossas casas implica em reduzir o consumo de tudo o que não nos é realmente necessário. Isto significa rejeitar produtos com embalagens plásticas e isopor, preferindo as de papelão que são recicláveis, que não poluem o ambiente e desperdiçam menos energia.

3.2.2 Reutilizar
Reutilizar significa usar um produto de várias maneiras. Como exemplos:

a)    Reutilizar depósitos de plásticos ou vidro para outros fins, como plantar, fazer brinquedos;
b)    Reutilizar envelopes, colocando etiquetas adesivas sobre o endereço do remetente e destinatário;
c)    Aproveitar folhas de papel rasuradas para anotar telefones, lembretes, recados;
d)    Instituir a Feira de Trocas para reciclar, aproveitando ao máximo os bens de consumo, como: roupas, discos, calçados, móveis.

3.2.3 Reciclar
Faria (1998) explica que reciclar é uma maneira de lidar com o lixo de forma a reduzir e reusar. Este processo consiste em fazer coisas novas a partir de coisas usadas. A reciclagem reduz o volume do lixo, o que contribui para diminuir a poluição e a contaminação, bem como na recuperação natural do meio ambiente, assim como economiza os materiais e a energia usada para fabricação de outros produtos.

Três setas compõem o símbolo da Reciclagem, cada uma representa um grupo de pessoas que são indispensáveis para garantir que a reciclagem ocorra. A primeira seta representa os produtores, as empresas que fazem o produto. Eles vendem o produto para o consumidor, que representa a segunda seta.

Após o produto ser usado ele pode ser reciclado. A terceira seta representa as companhias de reciclagem que coletam os produtos recicláveis e através do mercado, vendem de volta o material usado para o produtor transformá-lo em novo produto.
O símbolo de reciclagem é como um grande círculo, sendo o grupo mais poderoso no processo, o Consumidor. O símbolo de reciclável é impresso em produtos possíveis de serem reciclados.

Ribeiro (1998, p. 58) destaca alguns dos produtos recicláveis:

·         Alumínio: latas de bebidas e embalagens em geral;
·         Metal: latas de alimentos;
·         Papel: caixas, cartazes, folhas de caderno, embalagem longa vida, jornais, revistas, papel de fax;
·         Plástico: garrafas de refrigerantes, frascos de amaciantes, baldes, copos descartáveis, potes para iogurte, embalagens de massa e biscoito, copos de água mineral;
·         Vidro: garrafas de bebidas, frascos de cosméticos, potes de conservas.

3.2 Coleta seletiva

De acordo com Faria (1998), a coleta seletiva de lixo é um processo que consiste na separação e recolhimento dos resíduos descartados por empresas e pessoas. Desta forma, os materiais que podem ser reciclados são separados do lixo orgânico (restos de carne, frutas, verduras e outros alimentos). Este último tipo de lixo é descartado em aterros sanitários ou usado para a fabricação de adubos orgânicos.

No sistema de coleta seletiva, os materiais recicláveis são separados em: papéis, plásticos, metais e vidros. Existem indústrias que reutilizam estes materiais para a fabricação de matéria-prima ou até mesmo de outros produtos.

Pilhas e baterias também são separadas, pois quando descartadas no meio ambiente provocam contaminação do solo. Embora não possam ser reutilizados, estes materiais ganham um destino apropriado para não gerarem a poluição do meio ambiente.  (FARIA, 1998).

Os lixos hospitalares também merecem um tratamento especial, pois costumam estar infectados com grande quantidade de vírus e bactérias. Desta forma, são retirados dos hospitais de forma específica (com procedimentos seguros) e levados para a incineração em locais especiais.

Aguirre (1996) ainda reforça que, a coleta seletiva de lixo é de extrema importância para a sociedade. Além de gerar renda para milhões de pessoas e economia para as empresa, também significa uma grande vantagem para o meio ambiente uma vez que diminui a poluição dos solos e rios. Este tipo de coleta é de extrema importância para o desenvolvimento sustentável do planeta.


3.3 Redução do Lixo

Reduzir a produção do lixo é diminuir sua quantidade. A melhor forma de resolver um problema constante, como é o caso dos resíduos, é a de evitar o seu aparecimento. Se cada vez que um problema surgir nos limitarmos a procurar medidas para resolvê-lo, então estaremos contribuindo para a perpetuação da situação. Isto por que se há como resolver o problema, inconscientemente as pessoas não irão reunir esforços suficientes para evitá-lo. (CRUZ, 1978).


4 METODOLOGIA

Aprendizagem  dos alunos no uso racional da água. A coleta  da água da chuva, reutilização da água  de lavagem de roupas na lavagem de passeios e banheiros.
Que a ascavap recolha o material reciclável pelo menos de 15 em 15 dias por se tratar de zona rural.
Ajudar  a melhorar a distribuição da água por se tratar de canos antigos( onde ocorre muito vazamento e desperdício de água) e de não ter uma empresa qualificada para tratamento da água, vir de nascente do Córrego do Feijão. Conhecer e preservar as fontes hídricas disponíveis na região.

Como parte das homenagens ao Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, a Prefeitura promoveu, no sábado, 28 de março, panfletagem na entrada da cidade. No local, técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável distribuíram cartilhas com dicas sobre economia de água.
Atualmente, Brumadinho já conta com legislação específica para evitar o desperdício de água no município. Sancionada pelo Prefeito Brandão em dezembro do ano passado, a Lei 2.113/2014 incentiva o uso racional da água em tempos de escassez, ao mesmo tempo em que promove a conscientização da população contra o desperdício.
Com esse objetivo, a legislação proíbe a utilização de água para a varrição de passeios quando ocorrerem baixos índices de oferta de água pela rede pública de abastecimento. Em caso de descumprimento da Lei, o proprietário ou locatário do imóvel está sujeito a penalidades que vão desde advertência até o pagamento de multa.
Dentro da proposta de conscientizar a população sobre a necessidade de preservar a água, a Prefeitura vem promovendo diversos eventos na área de educação ambiental. Nas escolas municipais, por exemplo, a  água é o tema do Projeto Institucional que está sendo trabalhado neste ano letivo.

As atividades para  o uso consciente da água será todo o ano, em projetos literários, palestras e eventos nas escolas municipais.

  AVALIAÇÃO

Em agosto será a mostra literária na escola, com os projetos literários, músicas (paródias), apresentações para mostrar todo o trabalho feito na escola para a conscientização dos pais e comunidade. Sabendo que já começou a ter efeito, pois a ascavap recolhe todo o reciclável de 15 em 15 dias, por se tratar de zona rural não recolhia, a população jogava no lixo.



REFERÊNCIAS

CARVALHO, Isabel. A invenção ecológica. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2001.

GADOTTI, Fernando Alonso. Os sentidos do ambiental: a contribuição da hermenêutica à pedagogia da complexidade. São Paulo: Cortez, 1993.

JACOBI, P. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, vol. 113, p. 189-205. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, março, 2003,

LEFF, E. (Coord.). A Complexidade Ambiental. São Paulo: Cortez Editora, 2003.

LEFF, E. Epistemologia ambiental. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

RUSHEINSKY, A. (org.). Educação Ambiental: abordagens múltiplas. Porto Alegre: Artmed, 2002. p. 169-173.

SORRENTINO, M. de Tbilisi a Tessaloniki. A Educação Ambiental no Brasil. São Paulo: SMA. 1998.

TAMAIO, I. A Mediação do professor na construção do conceito de natureza. Campinas: Fronteira, 2000.

TRISTÃO, M. As Dimensões e os desafios da Educação Ambiental na sociedade do conhecimento. Disponível em http://www.educacaoambiental.senac.com.br. Acesso em 27/02/2014.








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