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Ivani Ferreira é professora e blogueira . Possui graduação em Letras pela Faculdade Asa de Brumadinho (2006), Normal Superior pela Universidade Federal de Montes Claros(2005), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal Castelo Branco (2007), Supervisão Pedagógica pela FINON (2008). Professora efetiva na rede Municipal de Brumadinho desde 2005, porém, atua na rede municipal com turmas da Educação Infantil , Ensino Fundamental 1 e 2 , desde o ano de 2002. Trabalhou como supervisora pedagógica na Escola Municipal Leon Renault- Brumadinho/MG (2013- 2016). Atualmente trabalha como professora da Educação Infantil na EMEI Nair das Graças Prado em Brumadinho/MG. Sejam bem vindos(as)!!!

sábado, 7 de maio de 2016

História : A Nuvenzinha Triste

A Nuvenzinha Triste

Era uma vez uma nuvenzinha muito branquinha, fofinha como flocos de algodão, que vivia muito triste lá no céu. Ela achava a vida dela sem graça, pois ficava lá parada, sem movimento, se cor, e sem utilidade.
Foi então que ela viu um passarinho cantando e voando lindamente pelo céu. E desejou se transformar em um lindo pássaro também, pois assim poderia alegrar todos com seu canto maravilhoso.
E começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, até que transformou-se em pássaro também. Mas logo percebeu que não conseguiria cantar e foi murchando, murchando, até ficar uma nuvenzinha triste novamente. 

Foi quando passou por ela um lindo avião, voando rápido pelo céu, levando muitas pessoas pelo ar. 
- É isso que eu quero ser! Um avião!
E começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, até se transformar em um grande avião. 
Mas ele não podia sair do lugar, nem levar ninguém para passear. Então foi murchando, murchando, até virar uma nuvenzinha triste novamente. 
Mas logo a pequena nuvenzinha avistou um helicóptero fazendo acrobacias no céu.
Era tão lindo que ela pensou: - Eu também quero ser um!

E começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, até que se transformou num helicóptero. Então percebeu que não conseguia fazer as acrobacias pelo ar e foi ficando triste, triste, murchando e voltou a ser a mesma nuvenzinha parada lá no céu.
Foi quando ela avistou um foguete, grande, forte, com grande propulsão, indo para uma missão no espaço, e pensou:
- É isto que eu quero ser! Um explorador do espaço!
Não perdeu tempo, e começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, e rapidamente se transformou em um simpático foguete. 
Porém não demorou a perceber que não poderia ser um explorador do espaço, pois não tinha motor para lhe dar propulsão.

Foi murchando, murchando, e ficou paradinha lá no céu, olhando crianças se divertirem lá no parque, soltando lindas pipas coloridas, com suas rabiolas balançando pelo ar. 
Elas pareciam tão felizes que desejou ser uma pipa e poder ajudar as crianças a se divertirem.
A nuvenzinha não perdeu tempo, e começou um estica daqui, puxa dali, estica pra lá, puxa pra cá, e ficou igualzinha à pipa que avistou lá do alto. 
Só que a nuvenzinha não tinha a rabiola e por isso não poderia voar brincando com as criancinhas.
A pequena nuvenzinha ficou tão triste, que foi se esconder bem lá no alto do céu. E o vento forte que embalava as pipas foi ficando cada vez mais zangado com a nuvenzinha que só sabia reclamar da vida, e resolveu dar uma lição nela. 

Então assoprou bem forte a pequena nuvenzinha até uma terra distante dali.

Era um lugar muito triste, sem água, sem plantas, sem crianças brincando no parque, sem outras nuvens no céu, sem pássaros cantando alegremente pelo ar. 
Apenas areia, plantas secas e mortas pela falta de água.

Aquele cenário a deixou tão triste e emocionada, que imediatamente começou a chorar. 

Ela chorou tanto, tão forte e por tantos dias que a terra seca ficou molhada.
E logo os rios voltaram a correr ali. As plantas começaram a brotar e a VIDA voltou para aquele lugar. 

Com o passar dos dias, pássaros, peixes e outros animais voltaram a viver ali.
E a nuvenzinha percebeu então que tudo havia se transformado, e que ela foi a responsável por tudo aquilo. Só então ela descobriu sua importância aqui na Terra. 

E a nuvenzinha que vivia triste por achar que não podia fazer nada, ficou muito feliz e decidiu nunca mais sair dali. 

Assim ela achou o seu lugar no mundo e entendeu que tudo e todos são responsáveis por alguém ou alguma coisa. 

E viveu feliz para sempre! 


A Nuvenzinha Triste

Lá no alto do céu vivia uma pequena nuvem. Ela era uma nuvem triste porque não gostava de ser nuvem.



Um dia a nuvem que não gostava de ser nuvem viu um passarinho voando bem alto e pensou: "Como eu gostaria de ser um passarinho e voar alto!"
E a nuvem pensou e fez. Esticou daqui, esticou dali e ficou feito um passarinho. Mas de novo se entristeceu: "Eu não sei cantar como passarinho!"
Uma pipa voava bem alto, perto das nuvens e então a nuvem pensou: "Já sei! Posso ser uma pipa como esta!"


E se esticou de um lado, encolheu de outro até ficar parecida com uma pipa. Mas ela não tinha linha e nenhuma criança lá embaixo para segurá-la. Então percebeu que nunca poderia ser uma pipa... e de novo se entristeceu.




Uma estrela brilhava lá no alto e quando a nuvenzinha a viu ficou alegre.

Ela bem que poderia ser uma estrela... e se esticou daqui, encolheu de lá até ficar parecida com a estrela, mas... e o brilho? Ela nunca brilharia como uma estrela. E de novo a nuvem se entristeceu.




Foi aí que um avião passou voando rápido. "Que lindo! Posso ser um avião!"

E a nuvenzinha se esticou daqui, se encolheu de lá até tomar a forma de um avião. Mas... não havia piloto, nem passageiros. Ela nunca seria um avião de verdade... e de novo se entristeceu.




Nisso, um foguete passou voando para o espaço e ela ficou toda animada: "Ora, não posso ser um avião mas posso ser um foguete, que voa sozinho!"


E ela tomou a forma de um foguete e aí lembrou que não tinha um motor possante para subir.



E a nuvem, mais triste ainda, começou a chorar porque não podia ser nada daquilo que queria ser... e chorou tanto que suas lágrimas caíram sobre a terra que estava seca e sobre as plantas que estavam murchas.


A terra molhada riu feliz e fez as plantas e flores brotarem, e tudo lá embaixo virou um jardim. Quando a nuvem viu o que tinha feito, também ficou feliz.

E daí pra frente resolveu que queria ser nuvem mesmo, pra molhar a terra e alegrar as plantas. E foi o que ela fez!

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