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Ivani Ferreira é professora e blogueira . Possui graduação em Letras pela Faculdade Asa de Brumadinho (2006), Normal Superior pela Universidade Federal de Montes Claros(2005), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal Castelo Branco (2007), Supervisão Pedagógica pela FINON (2008). Professora efetiva na rede Municipal de Brumadinho desde 2005, porém, atua na rede municipal com turmas da Educação Infantil , Ensino Fundamental 1 e 2 , desde o ano de 2002. Trabalhou como supervisora pedagógica na Escola Municipal Leon Renault- Brumadinho/MG (2013- 2016). Atualmente trabalha como professora da Educação Infantil na EMEI Nair das Graças Prado em Brumadinho/MG. Sejam bem vindos(as)!!!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Língua Portuguesa 7º e 8º ano

LEIA o texto abaixo, para responder as questões propostas:

Texto

            O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial, de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
            O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
            - Como é que liga? – perguntou.
            - Como, como é que liga? Não se liga.
            O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
            - Não tem manual de instrução?
            O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
            - Não precisa manual de instrução.
            - O que é que ela faz?
            - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
            - O quê?
            - Controla, chuta...
            - Ah, então é uma bola.
            - Claro que é uma bola.
            - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
            - Você pensou que fosse o quê?
            - Nada, não.
            O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela, ao mesmo tempo em que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
            O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
            - Filho, olha.
            O garoto disse “Legal”, mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A Bola. In: Comédias para se Ler na Escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001)
 












Com a leitura do texto, pode-se compreender que:

(A)   o pai deu uma bola de presente ao filho, e este ficou muito feliz ao recebê-la;
(B)   o menino não achou o presente muito interessante porque não era igual à bola que o pai tivera;
(C)  a falta do manual tirou o interesse do garoto, acostumado a consultar as instruções, antes de usar os brinquedos;
(D)  o menino não tinha hábito de jogar, a não ser com brinquedos eletrônicos nos quais demonstrava bom desempenho;
(E)   os monstrinhos dos jogos eletrônicos jogam melhor que as pessoas, por isso o menino os preferia como adversários.

 As alternativas abaixo demonstram que o garoto desconhecia a forma real e a utilização de uma bola, EXCETO:

A)“... começou a girar a bola à procura de alguma coisa.”
B)“Como é que liga?”
C)“- Não tem manual de instrução?”
D“- O que é que ela faz?”
E)“- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.”

Deduz-se, do primeiro parágrafo do texto, que ao presentear o filho com uma bola, o pai desejava:

A)ver no garoto a mesma alegria que sentiu quando recebeu presente semelhante;
B)tirar o filho do vício dos jogos no videogame;
C)desestimular o menino a ver brincadeiras violentas e monstruosas;
D)ganhar um parceiro com quem passaria a jogar futebol; 
E)provar que os brinquedos eletrônicos jamais tirarão o lugar dos convencionais.

Pela reação do menino, ao receber o presente, deduz-se que o pai concluiu:

A) a tecnologia mudou as brincadeiras de criança e os brinquedos convencionais tornaram-se menos atraentes;
B) os novos brinquedos - ainda que sejam estranhos às crianças, mas sendo eletrônicos e com manual de instrução – deixam-nas mais inteligentes;
C) o filho esperava ganhar não uma bola comum, mas um videogame novo com monstrinhos em jogos de outras modalidades;
D) as crianças de hoje não agradecem formalmente os presentes e nem se alegram com o que recebem;
E) todo brinquedo, agora, deve vir acompanhado de manual de instrução em qualquer língua estrangeira.

“O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto” .Com essa demonstração:

A) o menino interessou-se imediatamente pelo jogo de bola, porque entendeu como se brincava com ela;
B) o pai exibiu as  habilidades que ainda possuía, porque, quando criança, fora um exímio jogador do seu time de futebol;
C) o pai percebeu que os esforços  foram em vão, no sentido de atrair a atenção do filho para o presente que este acabara de ganhar;
D) o pai decidiu, a partir desse momento, que só compraria brinquedos para o filho, se fossem acompanhados de manual de instrução em inglês;
E) o pai entendeu que o filho não era mais uma criança e presentes, como bola de plástico, eram muito infantis.


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