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Ivani Ferreira é professora e blogueira . Possui graduação em Letras pela Faculdade Asa de Brumadinho (2006), Normal Superior pela Universidade Federal de Montes Claros(2005), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal Castelo Branco (2007), Supervisão Pedagógica pela FINON (2008). Professora efetiva na rede Municipal de Brumadinho desde 2005, porém, atua na rede municipal com turmas da Educação Infantil , Ensino Fundamental 1 e 2 , desde o ano de 2002. Trabalhou como supervisora pedagógica na Escola Municipal Leon Renault- Brumadinho/MG (2013- 2016). Atualmente trabalha como professora da Educação Infantil na EMEI Nair das Graças Prado em Brumadinho/MG. Sejam bem vindos(as)!!!

sábado, 22 de junho de 2013

Puericultura/Trabalho Magistério-2013


TRABALHO DE PUERICULTURA



TRABALHO DE PUERICULTURA

 Introdução:



     O presente trabalho de pesquisa tem como objetivo, realizar um estudo acerca do tema Puericultura, suas definições e etapas do desenvolvimento humano. O estudo da Puericultura é muito importante porque ela acompanha o crescimento e desenvolvimento do ser humano de forma integral, auxiliando e orientando no que for necessário.

    A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, enriquecido com imagens ilustrativas.

Justificativa:

        A pesquisa sobre Puericultura é importante para aprofundar os conhecimentos das futuras professoras sobre o desenvolvimento humano, suas etapas e os cuidados necessários, no decorrer da vida. Uma vez que, ela é a ciência médica que se dedica ao estudo dos cuidados com o ser humano em desenvolvimento, mais especificamente com o acompanhamento do desenvolvimento infantil. A puericultura consiste em consultas regulares ao pediatra que tem como finalidade a supervisão do crescimento, desenvolvimento e atuação do pediatra em eventuais situações. Na consulta de puericultura o pediatra avalia a criança de forma global, não se atendo somente à queixa da mãe. O exame físico deve ser o mais completo possível.          Ressaltando que o adolescente, o adulto e o idoso também precisam manter as vacinas em dia e procurar um médico para uma avaliação semestral ou anual. É importante cuidar da saúde, mesmo quando não estamos doentes!

Objetivos

     Realizar pesquisas sobre Puericultura com a finalidade de:
  • Conhecer as etapas do desenvolvimento infantil;
  • Verificar as mudanças ocorridas na adolescência;
  • Familiarizar com as transformações que ocorrem no ser humano (namoro, casamento, parto...adulto, velhice e morte);
  • Conhecer a Biografia e principais teorias de Sigmund Freud e Jean Piaget







Definição de puericultura
            Puericultura (do latim puer, pueris, criança) é a ciência médica  que se dedica ao estudo dos cuidados com o ser humano em desenvolvimento , mais especificamente com o acompanhamento do desenvolvimento infanti.
            É tradicionalmente uma subespecialidade da pediatria, mas, se considerada lato senso, envolve também ações pré-natais e mesmo pré-concepcionais dedicadas à prevenção de enfermidades e anormalidades que se desenvolvem no feto e afetam a vida do futuro recém-nascido.1 A primeira obra que trata do tema especificamente neste enfoque foi escrita em 1998 pelo médico brasileiro Dr. Celso Eduardo Olivier.
             A puericultura, como subespecialidade da pediatria, preocupa-se com o acompanhamento integral do processo de desenvolvimento da criança. É de fundamental importância, uma vez que é por meio dela que o pediatra tem condições de detectar precocemente os mais diferentes distúrbios das áreas do crescimento estatural, da nutrição e do desenvolvimento neuropsicomotor. A detecção precoce dos distúrbios é essencial para seu tratamento, uma vez que, quanto mais cedo se iniciarem as medidas adequadas, menos seqüelas haverá e melhor será o prognóstico do quadro clínico. Várias doenças graves que se apresentam com poucos sintomas preocupantes para os pais podem ser detectadas e tratadas pelo pediatra, antes que cheguem a causar prejuízos irreversíveis, tais como a anemia ferropriva, o raquitismo, as verminoses, as deficiências vitamínicas, os erros nutricionais e inúmeras outras doenças próprias da infância. O pediatra também supervisiona a administração da vacinação básica contra as doenças comuns da infância, como a poliomielite, a rotavirose, o tétano, a difteria, a coqueluche, as hepatites A e B, a varicela, entre outras. Além disso, o pediatra pode prevenir uma série de problemas, fornecendo adequada supervisão higiênica, dietética, comportamental e nutricional. A supervisão do desenvolvimento neuro-lingüístico-psico-motor e a orientação especializada para a adequada estimulação desse desenvolvimento, mais recentemente, tem tornado o trabalho dos puericultores de grande importância para o aproveitamento integral da potencialidade intelectual do bebê e do lactente, criando crianças, adolescentes e adultos mais preparados para os desafios da vida moderna.
             O termo “Puericultura” surgiu em 1762, criado pelo suíço Jacques Ballexserd. O termo foi reafirmado em 1865. Chegou ao Brasil, a partir da França, por Moncorvo Filho, que fundou, em 1899, o Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Rio de Janeiro. Surgiu como uma atividade focada essencialmente na saúde pública, para mais tarde firmar-se como uma complementação da pediatria personalizada dos consultórios.

Namoro
          Namoro significa a relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiências. É uma relação em que o casal está comprometido socialmente, mas sem estabelecer um vínculo matrimonial perante a lei civil ou religiosa.
       Atualmente o namoro é uma instituição de relacionamento interpessoal não moderna, que tem como função a concretização do sentimental e/ou ato sexual entre duas pessoas em troca de conhecimentos e uma vivência com um grau de comprometimento inferior à do matrimônio. A grande maioria utiliza o namoro como pré-condição para o estabelecimento de um noivado ou casamento, definido este último ato antropologicamente como o vínculo estabelecido entre duas pessoas mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social.
      Com a evolução da tecnologia já é comum encontrar casos de pessoas cujo namoro se dá através das modernas formas de telecomunicação como o telefone ou a internet. Assim, sendo, casais podem namorar apesar de estarem em estadospaíses ou continentes distintos.
       Entre a maioria dos grupos protestantes o namoro descompromissado e liberal, ou seja, sem ter como objetivo o casamento e onde há relações sexuais, não é bem visto e até proibido, por atentar contra suas doutrinas originais, que solicitam pureza moral e abstinência sexual antes do casamento.

Noivado


Noivado é o período de tempo transcorrido entre a promessa de casamento (matrimônio) feita entre duas pessoas e a celebração da boda. O noivado é uma relação que supõe um maior comprometimento queo namoro, pois estabelece a promessa de futuro casamento.
A festa de noivado (normalmente denominado apenas noivado) é a celebração que anuncia a sociedade que duas pessoas resolveram prometer-se em matrimônio.
Exame pré- nupcial
       Os exames pré-nupciais são muito importantes e têm como finalidade avaliar as condições de saúde do homem e da mulher antes do casamento, preparando-os para a constituição da família e de seus futuros filhos. Na consulta pré-nupcial o médico deverá colher a história pessoal do casal:

Para a mulher, deverá indagar a história de doenças anteriores, a característica menstrual e indagar a sua história familiar, saber se há casos de doenças na família da futura esposa que possam aparecer nos seus futuros filhos. 
Para o homem, deverá indagar a história de doenças anteriores, e a sua história familiar, saber se há casos de doenças na família do futuro esposo que possam aparecer nos seus futuros filhos. 
A ciência médica já demonstrou amplamente que as boas condições de saúde dos cônjuges são indispensáveis à formação de filhos sadios. 
Na consulta, será realizado um exame clínico geral, com o encaminhamento ao especialista se for o caso, além de exame ginecológico completo.

Por isto os seguintes exames são recomendados.
Para ser feito pelo casal
  1. HIV, sífilis e HPV.
  2. Sanguíneo geral: anemia, glicemia, colesterol, triglicéridos, tipo sanguíneo, hepatite
  3. Urina e fezes.
Para ser feito pelo homem
  1. Espermograma (todas as idades)
  2. Exame da próstata (acima de 40 anos)
Para ser feito pela mulher
  1. Exames ginecológicos e de prevenção:
  2. Papanicolau
  3. Colposcopia oncótica
  4. Colposcitologia
  5. Ultra-sonografia transvaginal ou
  6. Ultra-sonografia Pélvica
  7. Ultra-som da mama ou mamografia

Lua de Mel


        A lua de mel  é o período de celebração privada que sucede ao casamento, por parte do marido e da esposa.
        Há diversas versões sobre como se originou a lua de mel. Uma delas é de que na Roma Antiga, o povo espalhava gotas de mel na soleira da casa dos recém-casados. Outra afirma que entre os povos germânicos, era costume casar na lua nova, e os noivos levavam uma mistura de água e mel, denominada hidromel, para beber ao luar.
        A que reponta mais a antiguidade é de dois mil anos antes de cristo, na Babilônia, o pai da noiva oferecia ao genro hidromel, para ser consumida nos 30 dias imediatos ao casamento, quando os noivos comemoravam, só entre eles, a união matrimonial. Na época, a contagem dos dias era feita pelo calendário lunar, razão pela qual esse período de comemoração ficou conhecido como "lua de mel".
     Existia a tradição de que os casais recém-casados deveriam consumir esta bebida durante o primeiro ciclo lunar após as bodas para nascer um filho varão. Daí surgiu a tradição atual da lua de mel.
     A lua de mel também pode ser os primeiros momentos que um par de recém-casados passam juntos, ou o primeiro feriado que passam juntos para celebrar seu casamento



Fase pré-natal:

O chamado pré-natal é a assistência na área da enfermagem e da medicina prestada à gestante durante os nove meses de gravidez, visando evitar problemas para a mãe e a criança nesse período e no momento do parto.
Durante a gravidez, os pais podem escolher fazer o exame pré-natal, ou seja, diagnósticos para verificar se haverá deformações nos genes e nos cromossomos do embrião ou do feto.
      Atualmente há um interesse crescente em torno do desenvolvimento humano desde o período que precede o nascimento (chamado de desenvolvimento embrionário). Este é um processo contínuo que tem seu início quando um ovócito (óvulo) é fertilizado por um espermatozoide. Algumas fases se combinam e transformam o ovócito fertilizado (totipotente) em um organismo multicelular, são elas: a divisão, a migração e a morte celular junto à diferenciação, ao crescimento e ao rearranjo celular. Apesar da maioria das mudanças ocorrerem nos períodos embrionários e fetais, acontecem também muitas mudanças significativas e igualmente importantes no período posterior ao nascimento, na sequência das fases de infância, adolescência e início da fase adulta.
Com isso é fácil dizer que o desenvolvimento não termina ao nascimento, aliás, se inicia com a fertilização, pois a partir de então ocorre mudanças que vão além do crescimento, como por exemplo o desenvolvimento dos dentes e das mamas. O cérebro triplica seu peso entre o nascimento e os 16 anos de idade, contudo o desenvolvimento estará completo por volta dos 25 anos, podendo variar de indivíduo para indivíduo.

QUAIS OS EXAMES DO PRÉ-NATAL

Existe uma lista de exames básicos que toda mulher que engravida deve fazer. A maioria deles são exames de sangue feitos em laboratório como o hemograma completo, para checar se a mulher está com anemia ou infecções, glicemia, para verificar a taxa de glicose no sangue, e algumas sorologias como HIV, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, sífilis e hepatite B e C, além de tipagem sanguínea e fator Rh. O médico deve ainda solicitar exames de urina e fezes.
Alguns desses exames laboratoriais devem ser repetidos algumas vezes durante a gravidez, como o hemograma, realizado mensalmente, a glicemia, que é repetida na 26ª semana de gestação, além de algumas sorologias para verificar se a mulher foi infectada durante a gravidez.
O ideal é que a gestante realize três ultrassonografias: uma no primeiro trimestre da gravidez para avaliar o tempo de gestação com mais precisão, outra no segundo semestre, quando os órgãos já estão formados, e a última no terceiro trimestre para acompanhar o crescimento fetal. 
Em casos de gestação de risco ou se os resultados dos exames estiverem fora do padrão esperado para aquela fase da gravidez, o médico poderá pedir outros exames adicionais ou repetir alguns de acordo com a necessidade para uma melhor avaliação. 
Geralmente, as consultas médicas são mensais até o sétimo mês de gestação, quinzenais até a 36ª semana e semanais até o final da gestação.
Gravidez não é doença, disso todo mundo sabe. "Gravidez não é doença." Você já deve ter ouvido essa máxima de médicos, familiares e amigos. Mas, nesse período, a gestante precisa respeitar algumas limitações e evitar certas situações cotidianas para assegurar a própria saúde e, claro, a do bebê.


"As restrições têm a ver com males que diversas práticas podem provocar e impactar não só a vida da mãe e da criança que está no ventre, como a de toda a família que aguarda o nascimento", afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista, obstetra e vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Nessa etapa da vida, portanto, é essencial eleger algumas prioridades no campo do trabalho, da alimentação, da vida social e dos momentos de lazer. A respeito destes, ainda que você tenha uma gravidez considerada saudável, é necessário levar em conta mais do que bom senso e buscar informações. Não são todos os passatempos que podem ser desfrutados sem cuidados.


"A espera de um bebê não é o melhor período da vida de uma mulher sedentária para ela se tornar uma atleta, por exemplo", declara Rômulo Negrini, mestre e especialista em medicina fetal e gestação de alto risco e professor da Santa Casa de São Paulo. Negrini diz que a observação não quer dizer que praticar atividade física seja proibido para as gestantes. Pelo contrário: o hábito é saudável, proporciona bem-estar e ajuda a amenizar desconfortos típicos da gravidez, só é preciso escolher modalidades adequadas ao momento, como a caminhada.



"A questão a ser levada em conta é que as mudanças físicas típicas da gravidez, dentre elas o aumento de peso e a perda de equilíbrio, podem dificultar a aprendizagem de uma atividade simples, como andar de bicicleta, e provocar acidentes", afirma Ruth Hitomi Osava, professora do curso de obstetrícia da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP .
    O nosso corpo funciona de forma integrada, isto é, os aparelhos e sistemas se comunicam uns com os outros e o equilibro de um depende do bom funcionamento dos outros.
   Dentre os fatores físicos ou biológicos que podem ser a base ou deflagrar um transtorno mental, existem alguns mais evidentes, que avaliaremos a seguir:


Eritroblastose fetal

         A eritroblastose (do grego eritro, "vermelho" e blastos, "germe", "broto") fetaldoença de Rhesusdoença hemolítica por incompatibilidade Rh ou doença hemolítica do recém-nascido é quando o sangue de um feto sofre hemólise, ou seja, é aglutinado pelos anticorpos do sangue da mãe.
         Ocorre quando uma mãe de Rh- que já tenha tido uma criança com Rh+ (ou que tenha tido contacto com sangue Rh+, numa transfusão de sangue que não tenha respeitado as regras devidas) dá à luz uma criança com Rh+. Depois do primeiro parto, ou da transfusão acidental, o sangue da mãe entra em contacto com o sangue do feto e cria anticorpos contra os antígenos presentes nas hemácias caracterizadas pelo Rh+. Durante a segunda gravidez, esses anticorpos podem atravessar a placenta e provocar a hemólise do sangue da segunda criança. Esta reação nem sempre ocorre e é menos provável se a criança tiver os antigénos A ou B e a mãe não os tiver. Os anticorpos anti-Rh não existem naturalmente no sangue das pessoas, sendo fabricados apenas por indivíduos Rh-, quando estes recebem transfusões de sangue Rh+.     Pessoas Rh+ nunca produzem anticorpos anti-Rh, pois se o fizessem provocariam a destruição de suas próprias hemácias. No passado, a incompatibilidade podia resultar na morte da mãe ou do feto, sendo, também, uma causa importante de incapacidade a longo prazo - incluindo danos cerebrais e insuficiência hepática. A situação era tratada através da transfusão do sangue do bêbê, caso este sobrevivesse, logo após o nascimento ou, mais raramente (e com alguma controvérsia) através de terapia fetal, como em 1963 - altura em que se realizou a primeira transfusão de sangue a um feto, em Salvador-Bahia. Hoje, com 50 anos Raimundo é um adulto saudável, locutor de rádio. A transfusão foi um sucesso, apesar de a prática já não ser mais comum. Hoje pode-se tratar com alguns antisoros anti-Rh(+) (MatherganPartogamaRhophylac ou RhoGAM - esta última também designada por imunoglobulina anti-D, em referência ao antigénio D, o mais importante antigénio do factor Rh).         Nesse caso, sempre que uma mãe tenha sangue RhD negativo (o D refere-se especificamente ao antigénio D - não aparece nas habituais análises para determinação do grupo sanguíneo), é importante saber o tipo sanguineo do pai.    Exames intra utero para saber o tipo sanguineo do bebê são contra indicados, para que não haja troca. A injecção de imunoglobulina pode ser administrada algumas semanas antes do parto ou nas primeiras 72 horas após o parto, de forma a impedir a formação dos anticorpos que poderiam criar complicações nas gestações seguintes.

Cuidados especiais na gravidez

     A gestação é uma fase de beleza na vida da mulher. Não só pelo fato de gerar uma nova vida em seu ventre, mas também porque muitas grávidas descobrem nestes meses aspectos de sua feminilidade até então adormecidos. Foi-se o tempo em que as futuras mamães ficavam presas à "moda gestante" e não se preocupavam quando "comiam por dois". Hoje em dia, as mulheres têm ao seu alcance inúmeros recursos para manter a beleza à medida que a barriga aumenta.
      De início, é necessário que a gestante reconheça as mudanças em seu corpo como fases necessárias para o crescimento e desenvolvimento do nenê. O marido ou companheiro tem papel fundamental em elevar a autoestima da mulher, traduzindo seu afeto em gestos, palavras de incentivo, massagens e outras colaborações. É natural surgir um sentimento de ambiguidade neste período, em que a emoção de carregar uma criança se mistura com um certo receio ao ver seu corpo mudando tão rapidamente.
      A mulher que gosta de se cuidar pode perfeitamente manter sua vaidade durante a gravidez. À exceção de alguns produtos cuja utilização é desaconselhada, uma série de cuidados podem ajudar a gestante a permanecer bonita.  O uso de hidratantes é essencial na gestação .
     Os seios merecem cuidados especiais. Como crescem bastante até o quarto mês, o sutiã deve ser utilizado durante todo o dia e de fato dar firmeza e sustentá-los bem. Massagens e banhos de sol ajudam na preparação para o aleitamento. Os firmadores de seios também estão na lista de produtos que podem dar uma mãozinha.
        E as manchas? Algumas regiões do corpo podem tornar-se mais escuras na gestação. Não se preocupe: na maior parte dos casos elas somem naturalmente algum tempo depois do parto. Já as manchas no rosto, que recebem o nome de cloasma gravídico, devem ser combatidas: use sempre protetor solar com FPS de 30 para cima, mesmo nos dias de frio. Reaplique o produto quantas vezes forem necessárias.
          Para se depilar, a gestante tem opções como lâmina, cera (quente ou fria) e cremes. Atividades físicas não são proibidas. Pelo contrário: são até recomendadas. Mesmo a mulher que era sedentária antes de engravidar pode começar a se exercitar, desde que seja acompanhada por profissionais competentes e respeite seu limite. Há exercícios para todos os gostos: natação, hidroginástica, ioga, pilates, caminhada, bicicleta, ginástica, musculação e alongamento são apenas algumas das opções.
       Uma visita ao nutricionista poderá ajudar a mamãe a descobrir qual a melhor dieta para suas necessidades em cada momento da gestação. Ainda que seja difícil resistir à tentação de devorar algumas guloseimas, controlar os impulsos e manter um cardápio equilibrado certamente trará recompensas no futuro.
    A circulação sanguínea é afetada durante a gestação. Para evitar varizes, a mulher pode lançar mão de meias de compressão suave (para as que ainda não têm  varizes) ou média (para as que já têm algumas). A drenagem linfática ajuda a reduzir a retenção de líquidos e deve ser feita com movimentos leves.
        Nem sempre o que funciona para uma gestante irá funcionar para outra. Converse com amigas que já tiveram filhos ou com outras grávidas e descubra que produtos e procedimentos podem trazer os melhores resultados. Lembre-se: o médico deve ser sempre consultado. Cuidar de si é também uma maneira de cuidar do nenê. Afinal, ele vai gostar muito mais de ficar no colo de uma mamãe bonitona.

Ama seca/babá

     Babá é um dos termos usados para designar empregadas contratadas, fixas ou não, para cuidar de crianças menores de idade em períodos de ausência dos pais ou responsáveis.
Cada vez mais presentes na sociedade moderna, as babás são as responsáveis por cuidar das crianças a partir de 3 ou 4 meses de idade (sem especialização em enfermagem) na ausência dos pais. Esta função, no entanto, tem evoluido para uma ajuda constante às mães, incluindo os cuidados com roupas e alimentação das crianças.
Embora a profissão de babá seja relativamente recente, a função sempre existiu na maioria das sociedades organizadas, sendo exercida, dependendo de aspectos culturais e religiosos, por parentes mais jovens, servas ou ainda por escravas. O termo ama-seca era então empregado nesses casos, para diferenciar da ama-de-leite.
Farmácia
        A primeira gravidez é envolvida por muitas novidades para a gestante, que passa a conhecer as principais necessidades e recomendações para cuidar de um recém-nascido. Ao planejar as compras do enxoval, é importante não se esquecer de itens menores, que não chamam tanta atenção quanto um berço e roupinhas, mas que também são importantes. Providenciar com antecedência determinados produtos de higiene e medicamentos pode auxiliar os pais nas primeiras semanas de vida do bebê, principalmente quando o recém-nascido estiver com algum desconforto.

A seguir, confira alguns desses itens:

• Pacotes de algodão em bolas;
• sabonete neutro líquido;
• álcool a 70% ou antisséptico para fazer a higiene do coto umbilical;
• lenços umedecidos;
• soro fisiológico para uso nasal ou ocular;
• termômetro para usar no bebê e outro para banheira;
• caixa de hastes flexíveis com pontas de algodão;
• tesourinha sem ponta para cortar as unhas;
• pente e escova de cabelo com cerdas macias;
• medicamento antitérmico.

  Quarto do bebê

      A ideia de começar a decorar o quarto do bebê não é nada fácil, são tantas preocupações que às vezes pode ser esquecido coisas muito importantes como a decoração do quarto. Isso ocorre porque a mães têm outras preocupações como a gravidez, preparativos do enxoval, deixando a decoração do quarto meio de lado.
          A decoração do quarto não precisa ser exagerada, porque com o crescimento da criança vai surgir a necessidade de mudanças no quarto, por isso para os primeiros aninhos de vida é bom optar por coisas simples, como móveis mais baratos, diminuindo assim os gastos.
     Todos sabemos que o quarto do bebê precisa de coisas básicas , como o berço, com o resto não é preciso exagero, vamos colocar uma lista de objetos que você precisa obter:
Berço
Cômoda
Poltrona de amamentação
Guarda roupa, se achar necessário
Mesa pequena com abajur e espaço para troca de fralda
Esses são os item que precisam ter no quarto do seu bebê, com exceção do guarda roupa, no lugar pode se colocar um armário, ou uma cômoda.
Preparação dos seios

A preparação das mamas deve acontecer ainda durante a gestação. É nessa fase que as mamães de primeira viagem devem começar a aprender tudo o que envolve o aleitamento. “A mãe pode, inclusive, procurar um pediatra durante a gestação para se informar sobre a importância da amamentação, a alimentação do bebê e os cuidados que deve tomar”, orienta a Dra. Maria José Mattar.
Existem algumas técnicas que podem ser usadas para fortalecer o bico do peito e estimular as glândulas mamárias. Tudo para evitar probleminhas na hora da amamentação.
A regra número um é lavar o bico do peito apenas com água. Não utilize sabonete. Eles já têm uma hidratação natural ideal que deve ser preservada.
O banho de sol é um dos melhores procedimentos para preparar os seios. Tome de 10 a 15 minutos de sol no seio todos os dias, antes das 10 da manhã ou depois das 3 da tarde. Dependendo do seu tipo de pele e da intensidade do sol, você pode aumentar ou diminuir um pouco esse tempo. Se não tiver como tomar sol, você poderá utilizar uma lâmpada comum com a mesma finalidade (a potência da lâmpada deve ser suficiente para gerar calor, mas não tão grande a ponto de gerar queimadura, uma lâmpada de 40W ou 60W é suficiente. Lembre-se, você não deve encostar o mamilo na lâmpada, você deve apenas aproximar a uma distância que sinta o calor mas não gere desconforto para você). O calor do sol e da lâmpada deixa a pele mais resistente.
As massagens também são simples de serem feitas e bastante indicadas pelos médicos. Segure o seio com as duas mãos, uma de cada lado, e faça uma pressão da base até o bico, como se fosse uma ordenha. Repita o movimento cinco vezes com delicadeza, mas com energia. Depois, faça o mesmo com uma mão em cima e uma embaixo do seio. Esse procedimento ajuda na “descida” do leite e pode ser repetido uma ou duas vezes por dia.
As mulheres com o bico do seio invertido devem fazer uma massagem específica para estimular a saída do bico para fora. Muitas vezes, durante a gestação ele sai naturalmente, caso isso não ocorra, a gestante deve fazer a seguinte massagem: segure a extremidade do bico com o polegar e o indicador e rode os dedos, como se estivesse aumentando o volume do rádio ou girando um parafuso (para esquerda e para a direita).



1)Pegue o bico do peito entre os dedos polegar e indicador e puxe-o até sentir ligeiro     desconforto. Lembre-se que os exercícios nunca devem ser dolorosos.



2)Chicoteie, com as pontas dos dedos os bicos das mamas, de cima para baixo, para endurecê-los.



3)Nas últimas semanas de gravidez, tire um pouco da secreção que está produzindo nas mamas, para facilitar as primeiras mamadas.



4) Seis semanas antes do parto faça exercício 2 vezes ao dia: coloque as mãos abertas (dedo indicador para baixo e dedo polegar para cima) ao redor da mama. Depois escorregue os dedos em direção à aréola (parte escura da mama) e bico, procurando juntá-los.



5) Coloque os dedos polegar e indicador próximo ao bico da mama e afaste-o em direção contrária.



6) Faça movimentos rotativos (de girar) no bico, usando os dedos polegar e indicador.



7) A sucção do bico da mama pelo marido mão prejudica, só pode ajudar. Continue estes exercícios também nas primeiras semanas após o nascimento

O leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê. Nele estão contidas todas as proteínas, vitaminas, gorduras, água e outras necessárias para o seu completo e correto desenvolvimento. Este contém ainda substâncias tais como anticorpos e glóbulos brancos, essências para proteger o bebê contra doenças.
A amamentação também contribui para o desenvolvimento emocional do bebê, pois promove uma forte ligação emocional com a mãe, transmitindo-lhe segurança e carinho, de modo a facilitar, mais tarde, o seu relacionamento interpessoal e, ainda, contribui para o desenvolvimento psicomotor do bebê. O próprio ato de mamar promove uma melhor flexibilidade na articulação das estruturas que participam na fala e estimula também o padrão respiratório nasal do bebê.
Além do mais, o leite materno tem a vantagem de ser facilmente digerido, muito prático, pois está sempre pronto, e económico, pois não necessita de ter esterilizador, mamadeiras ou leite em pó!
Para a mãe também traz muitas vantagens tais como uma maior segurança; queima calorias de modo a ser mais fácil voltar ao seu peso normal; o útero regressa mais rapidamente ao seu tamanho normal; protege-a da osteoporose, do cancro da mama e do ovário.

Adoção de crianças

   Um provérbio chinês, tão antigo quanto à própria China, ensina que uma grande viagem começa com o primeiro passo. Adotar, amar e educar uma criança ou um adolescente é uma grande viagem, sujeita a muitas alegrias e algumas dificuldades. Alegrias e dificuldades que filhos - tanto faz se adotados ou biológicos - trazem. Mas se você já consultou seu coração, fez as contas de quanto vai gastar com um filho, está super. afim de ser mãe ou pai, é hora de conhecer o passo a passo do processo de adoção legal.
     O Brasil tem cerca de cinco mil crianças e adolescentes esperando por uma adoção. Tudo o que eles querem é uma família para chamar de sua. Qualquer pessoa maior de 18 anos, casada, solteira, viúva, divorciada, pode se candidatar a adotar uma criança ou adolescente. Sendo que ela terá que ser 16 anos mais velha do que o adotado. Assim, alguém c om 18 anos só poderá adotar uma criança de zero a dois anos. Não há uma idade limite para se candidatar, mas deve-se observar o bom senso. Pessoas maiores de 80 anos têm poucas chances.
      O primeiro passo é procurar o Juizado da Infância e Juventude mais próximo da sua casa. Lá você será informado dos documentos necessários. Entre eles, estão RG, dados familiares, comprovante de residência, comprovante de renda, atestado de sanidade física e mental, certidão negativa de antecedentes criminais. Você também será informado das várias etapas do processo de habilitação.
    O Brasil tem aproximadamente cinco mil crianças e adolescentes esperando por uma adoção. É bem interessante consultar o ECA.

    Do outro lado, estão aptos a serem adotados crianças e adolescentes até 18 anos, desde que seus pais sejam falecidos ou desconhecidos, ou perderam o poder familiar. Hoje, há um entendimento da Justiça de que crianças e adolescentes disponíveis à adoção são as que perderam completamente os vínculos com a família de origem. Isso significa que avós e tios têm prioridade na guarda da criança ou do adolescente.

     Em termos práticos, quando uma criança ou adolescente é afastado da família biológica, por conta de negligência ou maus tratos, os técnicos - que trabalham em abrigos ou instituições de acolhimento - farão tentativas de transformar a situação. Haverá um esforço para que essa criança ou adolescente retorne à família, desde que garantida sua integridade física e emocional, bem como reconstruídas suas relações de afeto.
   Apenas e somente quando for impossível restabelecer os vínculos com a família de origem, é que o menor de 18 anos estará disponível para a adoção. Nas palavras do especialista no ECA Cláudio Hortêncio Costa: "É correto que seja assim. Perder a família de origem significa uma ruptura emocional e uma perda de identidade para a criança ou o adolescente. Por menor que a criança seja, já há uma história em sua vida. Daí ficar disponível para a adoção é o último recurso."
    Ou seja, crianças e adolescentes disponíveis para a adoção não trazem históricos cor-de-rosa. De alguma maneira eles foram abandonados, ou negligenciados ou maltratados. Além de muito amor, você terá que ter ciência e paciência para construir os vínculos afetivos e a necessária hierarquia.

     O dia tão esperado chega quando o telefone toca e você é finalmente convidado a conhecer o ser tão desejado. Agora você irá se aproximar delicadamente do seu futuro filho ou filha. Depois, vocês passarão um ou mais fins de semana afinando o conhecimento mútuo.

    Se tudo der certo, o juiz emitirá uma declaração de guarda provisória. Seu filho ou filha irá morar com você. É o chamado tempo de adaptação, ainda acompanhado por assistentes sociais e psicólogos. Esse tempo varia de caso para caso. Ao final, você receberá a certidão dele ou dela igualzinha à certidão de nascimento de um filho biológico.
Pronto! Processo demorado? Pode ser. Mas ele é quase nada comparado com a vida afora que vocês terão juntos.

O parto e seus estágios
     O trabalho de parto compõe-se de alterações que o corpo precisa fazer para que o nascimento do bebê ocorra. Estas alterações têm um início, uma evolução e a finalização que é a chegada tão esperada do bebê. Chama-se de estágios estas diferentes fases do trabalho de parto e são divididas em três partes:

Primeiro estágio - Dilatação do colo

             Este estágio inicia-se assim que as contrações começam a regularizar-se e termina com a dilatação completa.
      A dilatação do colo inicia-se lentamente, é expressa em centímetros, pelo toque, cada dedo equivalendo de 1,5 a 2 cm. No início é de 2 cm e no fim, atinge 10 cm. O processo de dilatação pode ser bem demorado e levar entre 5 e 9 horas.

     Nessa fase, as contrações duram em média 30 ou 40 segundos, com o intervalo entre as contrações diminuindo para 5 minutos. Estas contrações ainda são leves. Algumas mulheres comparam com contrações já sentidas durante o período menstrual. As contrações são sentidas na parte baixa das costas passando para frente, abaixo do abdômen.
      Nesse momento, as emoções da mulher podem se misturar e ela se dividir entre felicidade por saber que o fim da gravidez está perto e que logo o bebê vai estar em seus braços. Ou também, ela pode estar apreensiva e chorar de medo, principalmente se for a primeira gravidez. As contrações vão se tornando mais intensas e o colo vai se dilatando com um pouco mais de velocidade. Agora o intervalo vai diminuindo para três minutos, e as contrações duram em média 60 segundos e podem doer já bastante.
        Nessa fase, a mulher já não conversa muito e está bem concentrada. Se a mulher não estiver muito cansada, ela pode sentar-se e também andar durante o trabalho de parto. Caso o hospital não permita ou a mulher não queira, mudar de posição a cada 30 minutos é aconselhável mesmo assim. Alguns hospitais oferecem a change de tomar um banho e/ou relaxar em uma banheira com água morna. A última fase, vem com a centralização do colo do útero. Agora a dilatação deve chegar aos 10cm.

     As contrações são intensas e vêm com força total, duram entre 60 e 90 segundos com intervalos de 2 ou 3 minutos. O descanso agora é pouco. Nesse ponto a mulher deve concentrar-se em sua respiração. Ela pode estar muito irritada nesse momento mas é natural, a dor é muito forte. Também, ela pode sentir tremedeira, ter ânsia de vômito (pode até vomitar), e ter ondas de calor e em seguida ondas de frio. Se a bolsa de água ainda não partiu, provavelmente o seu médico vai parti-la. A partir daí a mulher começará a sentir uma necessidade de empurrar.

Segundo estágio – Expulsão

     Este estágio começa com a dilatação completa do colo do útero (10cm) e a mulher começará a empurrar voluntariamente o bebê. As contrações são muito intensas e dolorosas e duram entre 60 e 90 segundos. Chegando ao final, a mulher poderá sentir conforme o bebê vai aproximando-se da saída e ela poderá sentir uma espécie de queimação durante a coroação (quando a cabeça do bebê atinge a vulva) e uma dor intensa com a saída do bebê.
Mas essa dor leva questão de segundos e o fim desse estágio vem com o alívio e felicidade em ver o bebê.

Terceiro estágio - Dequitação ou saída da placenta

        Este é o mais curto dos estágios. É o momento de expulsão da placenta e da bolsa de líquido amniótico vazia que ocorre com contrações uterinas, sim, elas voltam. Desta vez porém, as contrações são menos intensas que as contrações sentidas anteriormente na última fase do nascimento do bebê. Este processo de expulsão ocorre nos primeiros trinta minutos seguintes ao parto e na maioria das vezes leva entre 5 e 15 minutos.
       Com a saída da placenta, inicia-se um sangramento intenso que tem origem na ferida deixada no útero pelo desprendimento da mesma. O médicos ou enfermeiros apalparam seu abdômen para verificar se o útero está se contraindo. O sangramento diminui consideravelmente já nas primeiras horas porém durará entre 20 e 50 dias, este será o período de quarentena da mulher.
 Quarto estágio – Período de Greenberg

      O período de Greenberg começa após o nascimento do bebê e desprendimento da    placenta  e  dura    por volta  de  1 hora. Agora  é hora de  mãe e  bebê  se tocarem enquanto  a mãe vai aos poucos se  recuperando.  A  equipe  médica  vai    estar examinando a placenta e cordão umbilical, verificando se não houve nenhum rompimento anormal e é hora de fazer as suturas da episiotomia, se houve uma.
      Enquanto tudo isto ocorre, a mulher está acordada e ciente dos movimentos a seu redor, aguardando que tragam seu bebê para deitar-se a seu lado e se possível, amamentá-lo.

Tipos de parto
       Não há um tipo de parto melhor para todas as mulheres. Existem, sim, muitas variáveis para a escolha do tipo de parto. Para tanto, alguns motivos devem ser refletidos, tais como: preparo psicológico e expectativas da mulher, do companheiro, da família, saúde materna e fetal e ambiente social.
      Para que essa decisão seja acertada, a mulher deve fazer um bom pré-natal, pois será nesse período em que ela tirará todas as suas dúvidas sobre a gestação e o parto, conhecendo assim melhor o seu corpo e o desenvolvimento do seu bebê
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Parto cesárea ou cesariano

    Esse tipo de parto é cirúrgico e deve haver motivos clínicos para a realização deste como desproporção do tamanho do bebê em relação à pelve, infecção herpética ativa, gestantes diabéticas, posição do bebê invertida e difícil ou ainda se o trabalho de parto não estiver progredindo normalmente. A mamãe recebe a anestesia peridural (em alguns casos, a geral é necessária) e por isso não sentirá dor alguma. É colocada uma tela na região do seu tórax para melhor assepsia e a mamãe não acompanha o parto.
    O médico corta sete camadas até chegar ao útero por uma incisão de 10 centímetros feita acima dos pelos púbicos. Ao alcançar o bebê, o médico irá tirá-lo suavemente. A equipe removerá a placenta e a examinará e o corte será fechado com pontos. A recuperação da mamãe é bem mais lenta do que em qualquer outro tipo de parto. Ela sente dores ao rir, chorar, ficar de pé ou quando tenta erguer o corpo. Há maior risco de infecção materna e de o bebê ter problemas respiratórios.


Parto de Cócoras

O parto de cócoras é realizado da mesma forma que o natural mudando a posição da mãe, que, em vez de ficar na posição ginecológica normal, mantém-se de cócoras.
É um parto mais rápido, pois é auxiliado pela gravidade, mais cômodo para a mulher e mais saudável para o bebê, pois não se tem mais a compressão de importantes vasos sanguíneos que acontece com a mulher deitada de costas.
Indicado para mulheres que tiveram gravidez saudável e sem problema de pressão, o parto de cócoras só pode ser realizado se o feto estiver na posição cefálica (com a cabeça para baixo).
A participação do companheiro, a ausência de métodos invasivos para alívio da dor, a liberdade de movimentos dada à mulher no momento do nascimento da criança e a recuperação imediata são as principais vantagens do parto de cócoras

Parto Fórceps
    É o parto via vaginal (parto normal) no qual se utiliza um instrumento cirúrgico semelhante a uma colher, que é colocado no canal genital da mulher, ajustando-se nos lados da cabeça do bebê para ajudar o obstetra a retirá-lo do canal de parto em casos de emergência ou sofrimento fetal. É utilizado quando o parto já está no final poupando desgastes da mãe e do bebê.

Parto Humanizado

      A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.
     Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos.  O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem.

 Parto Leboyer

     Por que Leboyer? Simples. Leboyer era um obstetra francês que criou alguns procedimentos para tornar menos violento a hora do parto para o bebê. O parto é feito com os seguintes requisitos: pouca luz para não incomodar o nenezinho, silêncio principalmente depois de nascer, banho perto da mãe após o nascimento que poderia ser dado pelo pai e colocação do bebê no colo da mãe.
Esse parto é pouco realizado, pois a mãe nesse tipo de parto é "esquecida", geralmente está estava deitada de costas, pernas em estribos e o uso da episiotomia era rotina.

Parto na Água

O parto na água se caracteriza quando a mãe dá a luz com os genitais totalmente cobertos de água. A mãe fica sentada em uma banheira e o pai também pode entrar na banheira e apoiar a mulher, como no parto de cócoras.
A água cobre toda a barriga e deve estar na temperatura do corpo, a 37º C. A água morna deixa a gestante relaxada e alivia as dores das contrações, pois provoca um aumento da irrigação sanguínea da mãe, uma diminuição da pressão arterial, além do relaxamento muscular.
Em relação ao natural, este parto é mais rápido e menos dolorido para a mãe, além de mais tranquilo para o bebê. Ele sai de um meio líquido e quente para outro meio líquido e quente.
Esse tipo de parto não é recomendado em trabalho de parto prematuro, presença de mecônio, sofrimento fetal, mulheres com sangramento excessivo, diabetes, HIV positivo, Hepatite-B, Herpes Genital ativo, bebês com mais de 4000g ou que precisem de monitoramento contínuo.

Parto Natural

É o parto onde o médico simplesmente acompanha o parto. É o parto normal sem intervenções como anestesias, episiotomia e indução.
O ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e a mulher tem liberdade para se movimentar e fazer aquilo que seu corpo lhe pede. A recuperação é rápida.
Para o alívio das dores, é importante a mãe aprender no seu curso de gestantes técnicas de respiração e relaxamento e sentir-se segura do que quer.


Parto Normal

O parto normal ou vaginal tem vantagens sobre a cesariana. O corpo da mulher foi preparado para isso, a recuperação é muito mais rápida, há menor chance de hematomas ou infecções, menor risco de complicações para a mãe e menor chance de dor pélvica crônica.
Não pense que o parto normal é sinônimo de fortes dores, há técnicas hoje que as aliviam. Quando a mamãe chega ao hospital, vários procedimentos de rotina são realizados, como aferição de temperatura, pressão arterial e frequência cardíaca. Medidas como o enema (lavagem intestinal) e a tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos) não são mais procedimentos de rotina.
Durante as contrações, o médico avalia a dilatação do colo do útero. Se as dores forem intensas, normalmente é aplicada uma anestesia peridural. Quando o espaço para o bebê passar for insuficiente, é realizada uma episiotomia, que consiste em um corte cirúrgico feito na região perineal para auxiliar a saída do bebê e evitar ruptura dos tecidos perineais.
Quando o colo do útero estiver dilatado por completo e as contrações tornarem-se muito fortes, as paredes do útero farão pressão sobre o bebê e, em conjunto com o esforço da mãe, impulsionarão a criança para fora.
Após o alívio da expulsão do bebê, há a saída da placenta onde o útero se contrai mais uma vez para expulsá-la.
A sutura da episiotomia quando necessária é feita imediatamente após o parto, cicatrizando em poucos dias.

Parto sem Dor
      Seria o ideal para qualquer mãe do mundo. Existem várias técnicas para a realização de um parto sem dor. No Brasil, parto sem dor é o parto feito com a aplicação de anestesia peridural ou raquianestesia. A maneira mais moderna e eficaz de tirar a dor do período de dilatação é a anestesia peridural, pois alivia ou quase anula a dor, mas as contrações se mantêm.
         Entretanto, o parto sem dor pode começar no pré-natal onde a mãe deve receber as informações necessárias de como reconhecer as contrações verdadeiras, a hora de ir para o hospital e o que acontecerá com ela no hospital.
      Se tiver um acompanhante na hora do parto, tensão e a insegurança da mamãe também diminuem, suavizando dores. Outro fator é atenção dada à mamãe quando chega ao hospital.
     Outro método desenvolvido nos Estados Unidos é um treinamento baseado em técnicas respiratórias, de relaxamento e de concentração das gestantes. O objetivo é deixar a mamãe preparada para o parto e deixá-la segura de todo o processo, assim terá muito menos dor do que uma mulher assustada e tensa.


O que é nascimento?

     Nascimento é o momento que o bebê  deixa de habitar o útero da mãe e passa a viver junto com seus familiares. Neste momento o bebê chora. Mas na verdade o choro do bebê ao nascer não é causado pela fome e muito menos por manhã. Aquele primeiro chorinho tem a função de adaptar a respiração e a circulação sanguínea do bebê para o ambiente externo. Isso porque enquanto está no útero, o bebê possui um tipo de circulação e de comportamento pulmonar. O pulmão tem líquido amniótico. Após nascer é preciso uma pressão para expandir os pulmões, feita por meio do choro.
        Essa diferença de pressão dá início à respiração e, ao mesmo tempo, altera a anatomia cardíaca, transformando a circulação sanguínea fetal no modelo de circulação de um adulto. Em poucos minutos, o bebê já está adaptado à vida fora do útero da mãe, respirando normalmente. É uma dinâmica muito intensa e até dolorida, mas que dura pouco tempo.
   Junto com o nascimento do bebê vêm aquelas preocupações que toda a mãe tem: que testes fazer, quais são as primeiras vacinas, quais os principais cuidados com o bebê recém-nascido? A triagem neonatal é importantíssima, porque detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê. Por isso, mamães, fiquem atentas àquilo que é imprescindível cuidar na saúde do bebê. O relacionamento da mãe com o recém-nascido é sempre uma novidade. Por isso, fique atenta aos sinais transmitidos pelos bebês e procurem um pediatra se observarem algo de diferente.


Moleira: essa parte delicada do crânio do bebê merece cuidado redobrado 



     A fontanela, mais conhecida como moleira, é o espaço macio e membranoso que separa os ossos do crânio dos recém-nascidos. No primeiro ano de vida o cérebro da criança cresce metade do tamanho que terá quando adulto e com dois anos, aproximadamente, chega ao seu tamanho total. A fontanela, além de facilitar a passagem do nenê na hora do parto, permite o crescimento adequado do cérebro. 



    Mas existe uma alteração chamada cranioestenose, que é caracterizada pelo fechamento precoce das fontanelas, o que impede o crescimento ideal do cérebro e pode até causar deformidades no crânio. O normal é que a fontanela feche completamente por volta dos dois anos, quando o cérebro da criança já está com seu tamanho definitivo. 



      A cranioestenose pode ser por motivo hereditário, intrauterino, infeccioso e até pelo uso de medicamentos anticonvulsivantes durante a gestação. Exames radiológicos, físicos e de neuroimagem pode diagnosticar a o fechamento prematuro dos ossos do crânio. A intervenção cirúrgica pode resolver o problema, criando novos espaços. 



A higiene com o  bebê e os cuidados com o umbiguinho 



     Nos primeiros dias de vida, o coto umbilical, pedaço do cordão que ainda não se desprendeu do bebê, deve permanecer seco e limpo para facilitar a cicatrização e evitar infecções. Por isso, recomenda-se que o banho do nenê não seja com imersão e que se faça a higiene dessa região umbilical com álcool 70%. Depois que o coto cair, a mamãe já pode dar banho com imersão, utilizando xampu ou sabonete líquido neutro, para que o perfume de alguns produtos não cause irritação na pele ou nos olhos do neném. 
     Nesse período, que a criança usa fralda, a limpeza da região genital do bebê deve ser feita com água morna, nada de lenços umedecidos, que também podem causar irritação. Outro problema das fraldas são as assaduras, que podem ser tratadas com cremes de proteção com óxido de zinco e vitamina A. 
     Atenção com a limpeza dos ouvidos e do nariz! Você pode utilizar cotonete, mas apenas nas dobrinhas e bem superficialmente. No nariz é preciso cuidar para não empurrar a secreção ainda mais para dentro. 



Eritema tóxico: uma doença típica dos bebês 



      É muito comum que na pele ainda sensível do recém-nascido apareçam eritemas tóxicos, que são erupções na pele, como se fossem picadas de insetos. Elas aparecem, geralmente, na primeira semana de vida e não são contagiosas não têm causa específica e melhoram espontaneamente. Para evitar outras doenças, a especialista recomenda que a criança não seja submetida a mudanças bruscas de temperatura, aglomerações, além de não ficar perto de pessoas doentes. E não se esqueça da importância da visita ao pediatra na primeira semana de vida e ao oftalmologista no primeiro e sexto mês para uma avaliação mais detalhada. 



Amamentação:

    Nessa fase da vida da mamãe é importantíssimo que ela esteja preparada e bem orientada para iniciar a amamentação. O aleitamento, além de aproximar mãe e filho, assegura um crescimento regular, uma alimentação satisfatória e a consistência normal das fezes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses, podendo depois começar a introduzir, gradualmente, a água e alimentos sólidos, pois neste período o bebé já começa a ter outra necessidade nutricional. . 



A importância da triagem neonatal


Teste da orelhinha 



A cada mil bebês recém-nascidos, de um a três irão apresentar deficiência auditiva. Essa patologia é muito comum e o teste da orelhinha, obrigatório nacionalmente, deve ser feito entre o segundo e o terceiro dia de vida do neném. Se detectada precocemente a deficiência e se realizada a intervenção fonoaudiológica até os seis meses de idade, é possível que a criança desenvolva uma linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte. O teste é feito com um fone de ouvido, conectado a um computador que emite sons e recolhe as respostas que a cóclea do bebê produz. Não dói absolutamente nada, não causa incômodo, nem tem contraindicações e é realizado enquanto o bebê dorme (sono natural). Alguns hospitais públicos já realizam o teste. 



Teste de pezinho 



Esse exame deve ser realizado até o sétimo dia de viva do bebê, porque ele é capaz de prevenir doenças que podem comprometer o desenvolvimento mental e físico da criança e permite que o tratamento seja feito antes mesmo do aparecimento de sintomas. Com apenas uma picadinha no calcanhar do recém-nascido, para retirar algumas gotinhas de sangue, é possível detectar mais de 30 doenças. O Programa Nacional de Triagem Neonatal prevê três fases do teste do pezinho. A primeira fase detecta as doenças fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. A segunda inclui a anemia falciforme, e a terceira fase a fibrose cística.



Teste do olhinho 


   O teste do olhinho, ou do reflexo vermelho, deve ser realizado na primeira semana de vida do neném. Assim como os testes anteriores, o exame é obrigatório e previne patologias oculares, bem como o agravamento dessas alterações, que pode causar uma cegueira irreversível. Em apenas três minutos e sem dor ou o uso de colírios, pode-se diagnosticar doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções, traumas de parto e 60% das causas de cegueira. O aparelho utilizado no teste, o oftalmoscópio, emite uma luz para que o reflexo que vem das pupilas seja observado. Os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo, produzidos pela retina. O primeiro exame já é realizado no próprio hospital.


Desenvolvimento  motor
     O desenvolvimento motor é o processo de mudança que envolve tanto a maturação do sistema nervoso central, como a interação com o ambiente, seus estímulos e suas relações.
Por ser um processo de aprimoramento, será através do desenvolvimento motor que a criança irá adquirir independência, isto é, será por meio da locomoção, da estimulação e consequentemente da manipulação de objetos que ela irá construir seus conceitos motores.
Nascimento - Primeiro mês: A postura do recém nascido é a flexão fisiológica, isto é, o que predomina é a assimetria. A criança nessa fase move os braços, as pernas e o corpo inteiro ao mesmo tempo porque não pode ainda diferenciar os movimentos separados. A esse tipo de ação/reação chama-se de Movimento em Bloco, o que caracteriza uma parte gradativa do controle motor. À medida que o córtex e as bainhas de mielina se desenvolvem, é estabelecida a conexão com a medula espinhal, com isso os Movimentos em Bloco diminuem e os Movimentos Voluntários se tornam mais precisos.
Segundo mês - Terceiro mês: A criança pode virar-se para os dois lados, não mais em bloco, mas já com certa rotação e brinca com as mãos podendo segurar objetos levando-os à boca. Na posição ventral, ergue a cabeça a 45º, mas o apoio sobre os antebraços ainda não é estável, apresentando padrão extensor, pois seu tônus flexor já não predomina. Os movimentos dos olhos e cabeça já são, muitas vezes, simultâneos e coordenados e ouvindo ruídos, a criança para de mover-se e vira logo para a fonte geradora.
Quarto mês: Nessa fase, as mãos são trazidas à linha média e contempladas, coordenadamente com a atitude da cabeça e do corpo. Quando em posição ventral, a cabeça já se ergue a quase 90º e a criança apóia os antebraços com bastante estabilidade iniciando com isso os movimentos de rastejamento. Levantada na posição dorsal, a criança colabora com bom controle da cabeça sendo que quando sentada, o tronco ainda não é estável. Quando erguida pelas axilas, estende as pernas, encontra o suporte e faz peso ligeiramente mediante co-contração.
Quinto mês: Inicia-se a reação de equilíbrio e com isso a estabilidade incipiente do tronco. Quando a criança é colocada em decúbito dorsal ela pode virar-se de um lado para o outro e, às vezes, atingir o decúbito ventral. Nessa fase já leva os pés à boca e em decúbito ventral, a cabeça ergue-se bem até 90º. Começa com isso o deslocamento de peso para um dos lados, a fim de liberar um dos braços. Quando erguida pelas axilas à criança apresenta maior flexibilidade no joelho.
Sexto mês: Se a criança se senta, podem-se tirar as mãos por curtos períodos. Ela joga-se, então, para adiante, tendo um controle de peso insuficiente. Quando é colocada em pé apresenta boa simetria da postura, mas não se mantém independentemente. Apresenta reflexos como a preensão plantar e cutâneo plantar em extensão o que dependendo da criança pode se extinguir nesse mês, mas em algumas perdura até um ano. Quanto às reações tanto a de retificação da cabeça sobre o corpo como a de endireitamento do corpo sobre o corpo e a postural de fixação e de proteção são as mais verificadas no avanço do desenvolvimento motor.
Sétimo mês: Nessa fase a criança não permanece mais em decúbito dorsal, virando-se para um dos lados e em decúbito ventral, às vezes tenta ficar na posição chamada de gato. Sentada, apresenta bom equilíbrio quando se inclina para frente e quando segurada pelas axilas, tenta equilibrar-se, mas oscila. A criança nessa fase agarra objetos e tenta estabilizar-se neste sentido, isso porque já existe boa coordenação dos músculos oculares e boa coordenação olho-mão. Come biscoitos que lhe são dados, bebe em xícara que alguém segura para ela e come com colher.
Oitavo mês: A criança quando sentada, já se apóia com rotação muito boa para adiante e lateralmente e apoiando-se, já consegue ficar em pé. Mais estável, chega à posição ereta embora ainda sem segurança e do ponto de vista mental, há uma melhor situação e pode, a partir daí, descobrir melhor o seu meio. Movimentos continuados, modificações na posição e tentativas constantes de alcançar alguma coisa no espaço determinam o desenvolvimento motor.
Nono mês: Nessa fase a criança senta-se estavelmente e, quando perde o equilíbrio, reage com contramovimento do corpo. Fica em pé com maior estabilidade e, quando segurada, apresenta bom equilíbrio. Sentada ou em pé apóia-se sobre os quatro membros, locomovendo-se com maior rapidez. Diante de um brinquedo agarra-o bem e o atira de forma impulsiva.
Décimo mês: Atinge o sentar sem apoio independentemente, com bastante equilíbrio. Também já fica em pé sozinha segurando em objetos e passa da posição em pé para sentada e sentada pararem pé. Esta idade é o estágio intermediário da horizontal para a vertical ainda instável, por isso não se pode deixá-la só, pois a criança fica em pé e tenta largar-se e quando anda, busca ao longo dos móveis certo apoio e engatinha.
Um ano – Um ano e meio: Algumas crianças ainda preferem engatinhar, pois é uma locomoção mais rápida, mais já começam a dar os primeiros passos o que acentua o desenvolvimento motor. A criança mostra equilíbrio adequado às posições, bom controle de cabeça e tronco, boa rotação, boa flexão de quadril na posição sentada, boa extensão de quadril em pé e boa mobilidade das articulações. Pode agarrar um objeto e transportá-lo, tenta colocá-lo em ordem, desarruma, apalpa, distingue materiais e melhora de forma significativa a sua integração perceptiva, acompanhada pelo desenvolvimento da fala. A evolução motora está realizada, de modo que a criança pode experimentar amplas dimensões evolutivas.
Um ano e meio - Dois anos: Nessa idade a criança caminha independentemente, fica de cócoras e volta a ficar em pé o que amplia a exploração dos espaços como: passar da posição sentada para a em pé, engatinhar escada acima e subir em uma cadeira de adulto, virando-se e sentando-se. Segura o lápis em preensão radial, rabisca com giz de cera e/ou lápis imitando movimento circular e quando vira as páginas de um livro, vira várias de uma só vez. Quando a criança está diante de brinquedos é capaz de curvar-se na altura da cintura para apanhar objetos sem cair e brincando coloca aros num pino e já constrói uma torre de blocos utilizando três cubos.
Dois anos - Três anos: Com essa idade as crianças já conseguem: saltar sobre dois pés, caminhar para trás, virar trincos e maçanetas de portas, dar pontapés em bolas grandes, com o auxílio de um adulto já consegue virar cambalhotas para frente e consegue atirar uma bola para um adulto a cerca de um metro e meio sem o adulto mover os pés. Em decorrência do avanço motor a que a criança esta sujeita nessa fase, diante de um livro ela pode virar as páginas do mesmo uma de cada vez e imitando o outro ela é capaz de dobrar um papel. Quanto à construção de blocos é capaz de montar uma torre de cinco a seis cubos, separando e juntando brinquedos que se completam de maneiras simples. Ao manusear brinquedos de encaixe a criança é capaz de desparafusar e procurar peças similares.
Três anos – Quatro anos: Nessa fase a criança gosta de martelar pinos, juntar quebra-cabeças de três peças ou pranchas de formas geométricas. Para recortar ela gosta de utilizar a tesoura e recorta cerca de um quarto de uma linha de vinte cm e quando segura o lápis entre o polegar e o indicador, descansa o terceiro dedo. Nas atividades de locomoção ela já é capaz de: marchar, pular de uma altura de vinte e quatro cm com os pés unidos, andar nas pontas dos pés, correr dez passos com movimentos de braços coordenados, subir escadas alternando os pés e agarrar uma bola com as duas mãos.
Quatro anos – Cinco anos: Especialmente nessa faixa etária, a criança se lança muito a desafios motores como: pular para trás, pular sobre um dos pés cinco vezes sucessivamente, pular para a frente dez vezes sem cair, pular sobre um fio a duas polegadas acima do chão, correr mudando a direção e ultrapassando obstáculos e principalmente consegue ficar apoiada num pé só sem o auxílio de nada de quatro a cinco segundos. Gosta de caminhar sobre marcas no chão, é capaz de bater e agarrar uma bola grande e descer escadas com os pés alternados. Recorta em curva, parafusa objetos rosqueados, quando manuseia argila é capaz de fazer formas compostas de duas a três partes e quando pedala triciclo alterna linhas retas com curvas sem cair.
Cinco anos – Seis anos: Com essa idade a criança domina sua motricidade a ponto de: apanhar objetos do chão enquanto corre, driblar uma bola com direção, caminhar sobre barras de equilíbrio desenvolvendo movimentos para frente, para trás e para o lado bem como saltar rapidamente e subir degraus de uma escada íngreme sozinha. É capaz de permanecer num pé só, sem apoio, com os olhos fechados durante dez segundos, pular e girar em cima de um pé e pular da altura correspondente a doze polegadas caindo sobre a ponta dos pés. Usa o apontador de lápis, pula corda sozinha, bate na bola com bastão ou vareta e ao brincar em um balanço já sustenta movimento.
Desenvolvimento intelectual
       O desenvolvimento intelectual segundo Piaget e o desenvolvimento psicossexual segundo Freud, com as fases do desenvolvimento.

       O desenvolvimento intelectual segundo Piaget:
Piaget estava interessando em como o conhecimento é construído, e desta forma se baseia na teoria de um acontecimento da invenção ou construção que ocorre na mente do individuo. As crianças adquirem uma forma rápida de se desenvolver no social, mediante a construção pessoal desse conhecimento. A criança evolui em etapas relativamente bem definidas. Piaget percebeu que não é uma diferença de grau, mas da própria forma de pensar. As habilidades cognitivas das crianças são diferentes das dos adultos, tendo mudança em estágios específicos.
Os estágios foram definidos como:



- Sensório-motor (0 a 2 anos);



A partir dos reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. Exemplo o bebê pega o que está em sua mão.



- Pré-operatório (2 a 7,8   anos);



Nesta fase que surge na criança, a capacidade de substituir um objeto ou acontecimento por uma representação, esta substituição é possível, graças à função simbólica. Exemplo ao mostrar a   criança, duas bolinhas de massas iguais sendo uma delas de forma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes.



- Operatório-concreto (8 a 11 anos);



Neste estágio a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, sendo então capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Exemplo: despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades continuam iguais. E resposta é afirmativa uma vez que a criança já deferência aspectos e é capaz de “refazer” a ação.


- Lógico-formal (11 a 15 anos).



Neste período as crianças alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento.

Desenvolvimento emocional
     O mais importante numa relação entre pais e filhos é o amor. Toda criança espera ser amada e só assim passa a retribuir esse amor.
     Desde que nasce, enquanto cresce e se desenvolve precisa sentir-se querida, procurada, ajudada, elogiada, para crescer emocionalmente equilibrada e desenvolver na vida adulta todo seu potencial humano. E quem cria, implanta essa primeira regra da vida em família é a mãe, com carinho, alegria, serenidade, presença física e atenção. Um amor feito de gestos, de dedicação e não apenas de palavras.
Verificando a idade aproximada das crianças observam-se determinadas reações que são na verdade características de cada fase do desenvolvimento infantil. São elas:
Nascimento: Excitamento generalizado.
Três meses: Excitamento, aflição e prazer.
Seis meses: Excitamento, medo, desprazer, raiva, aflição e prazer.
Um ano: Excitamento, medo, desprazer, aflição, raiva, prazer, alegria e afeição.
Um ano e meio: Excitamento, medo, desprazer, prazer, raiva, ciúme, alegria, afeição por crianças, afeição por adulto e aflição.
Dois anos: Excitamento, medo, desprazer, raiva, ciúme, aflição, prazer, júbilo, alegria, afeição por adulto, afeição por criança. Já com certo equilíbrio emocional a criança nessa fase demonstra afeto pela mãe principalmente na hora de dormir. Cuida afetuosamente dos seus brinquedos, têm ideia de posse das suas coisas, mas não sente ciúmes das demais crianças.
Três anos: Afável, serviçal e acessível pode demonstrar ciúme dos irmãos mais novos e já apresenta domínio físico e emocional de si mesma. Feliz e satisfeita a criança nessa idade se entretém tranquilamente de forma equilibrada sendo feliz e sentindo-se satisfeita.
Quatro anos: Tanto os meninos como as meninas mostram-se egoístas, rudes e impacientes com os irmãos menores. Polemistas e briguentos expressam afeto na hora de dormir, sentem ciúme do pai e da mãe ao mesmo tempo, são alegres, gostam de participar de jogos e sentem orgulho de seus trabalhos.
Cinco anos: Compreensivos, carinhosos e realistas orgulham-se de seus aspectos e principalmente de suas roupas bonitas. Curiosos gostam de ouvir histórias e sabem o que querem se atendo ao que desejam por vezes insultando os outros.
Seis anos: Sumamente emocional a criança nessa idade apresenta acentuado desequilíbrio nas relações com outras crianças ficando excitada quando a criticam. Expansivas amam e odeiam a mãe ao mesmo tempo, são brincalhonas e se consideram “sabichonas”. Choram facilmente sem motivo e em certas horas são carinhosas e angelicais e grandes companheiras para adultos. Apresentam ciúmes dos brinquedos e de outras crianças. Empregam palavras fortes com certa agressividade testando limites.
     É importante lembrar que dentro do desenvolvimento emocional de toda criança três características das emoções são fortemente percebidas, são elas:
Medo: Nas crianças de alguns meses o medo é provocado por ruídos fortes, estímulos dolorosos e falta de apoio. Com isso as crianças tendem a prender a respiração e procuram agarrar-se a qualquer objeto. À medida que a criança se desenvolve, o medo começa a revelar insegurança e somente lentamente é que ele se torna uma reação mais limitada fazendo surgir reações de prudência, cuidado e aflição.
Cólera: Numa criança de meses, por exemplo, ela pode ser provocada pela coibição dos movimentos comuns no desenvolvimento motor. Quando frustrada a criança tende a destruir os objetos que se encontram à sua frente e embora a cólera se manifeste quando a criança se sente frustrada, ela pode decorrer inclusive de causas internas como a fadiga, o sono, aborrecimentos em geral ou mesmo o surgimento de doenças que acometem as crianças.
Prazer: Desde bebê o prazer nas crianças irá emergir com a satisfação das necessidades orgânicas ou mesmo pela presença dos familiares. Já na fase pré-escolar, além do prazer ser produto da satisfação das necessidades fisiológicas e psicológicas ele é manifestado por meio do amor, do júbilo e da afeição. A afeição nas crianças, por exemplo, é facilmente observável nas reações prazerosas tanto com os brinquedos, como com os animais e as pessoas. 
Sabe-se que além de todas as características descritas anteriormente, vale lembrar que quando existem na família boas relações entre todos os membros, a criança se sente segura emocionalmente o que muitas vezes auxilia na construção de uma personalidade confiante e com iniciativa.

Desenvolvimento social
   Chama-se de desenvolvimento social o comportamento observado no modo de alguém agir diante de uma dada situação ou pessoa.
Para que o desenvolvimento social de uma criança seja pleno precisa ser fundamentado nos aspectos físicos, psicológicos e principalmente cognitivos. Cada fase da vida é caracterizada por aspectos que influenciam no desenvolvimento infantil fazendo com que a criança sinta que é parte do processo de interação social. São eles:
Nascimento: Por ser totalmente dependente do adulto o bebê inicia seu desenvolvimento com grande vínculo de dependência o que só poderá perder mais tarde. O interessante é que com seis semanas ele já reage de modo específico à voz do pai ou da mãe e exerce os reflexos presentes no nascimento.
Três e quatro meses: A criança reage de forma positiva à voz que ouve.
Quatro e cinco meses: Quando colocado diante de outra criança o bebê esboça alegria, sorri e pode repetir intencionalmente as reações que produzem resultados interessantes como, por exemplo, ao esticar as pernas para atingir um boneco suspenso sobre o berço, só para vê-lo balançar.
Seis meses: Devido a maior capacidade de discriminação visual, a criança sente a presença do outro e é atraído por ele, pois apresenta interesse em novidades.
Sete meses: Nesta fase do desenvolvimento infantil, a resposta com choro à voz agressiva e aos gestos ameaçadores é uma característica inconfundível.
Oito meses a Um ano de idade: Neste período a criança reage à voz de censura ou à expressão desagradável de uma pessoa com um sorriso depois de um instante de vacilação.
Entre Um e Dois anos de idade: A criança apresentará uma reação amável ou hostil ao aproximar-se de outra pessoa dependendo do tipo de experiência que teve.
Entre Dois e Três anos de idade: Bastante egocêntrica, nessa faixa etária a criança aprende que neste mundo há regras que precisam ser obedecidas, sendo assim, a criança muitas vezes prefere brincar sozinha do que brincar com outras crianças da mesma faixa etária. Se manifestam atitudes eletivas de afeição, ódio e amor e nota-se com facilidade o ciúme de outras crianças.
Entre Três e Quatro anos: Nesta faixa etária a criança começa a desenvolver os aspectos básicos de responsabilidade e de independência, o que caracteriza um grande progresso em relação ao desenvolvimento da capacidade simbólica preparando naturalmente a criança para o próximo estágio que é o da infância e os anos iniciais da fase escolar.
Quatro anos: Ativa, a criança descobre que existem coisas que ela pode ou não fazer e tanto o animismo (quando atribui vida aos objetos) como o realismo nominal (quando acredita que o nome faz parte do objeto) são elementos formadores do processo de sociabilização no qual a criança gradualmente deixa de ser menos egocêntrica e compreende que suas ações podem afetar as pessoas à sua volta e manifesta a necessidade de contatos sociais.
Cinco anos: A criança já entende regras e sabe qual a importância de seguir padrões socialmente aceitos compreendendo claramente se uma coisa é certa ou errada. Desenvolve a racionalização diante de situações problemas e escolhe um melhor amigo que será aquele com o qual irá analisar os padrões de comportamento ensinados pela família e sociedade. Tem início a descoberta das relações sociais onde apreende a reagir diante do que gosta ou não apesar de sua participação nos grupos de brinquedos ainda ser vagarosa e seletiva.
Seis anos: Essa fase do desenvolvimento é caracterizada pela explosão lingüística na qual a criança possuí um vocabulário de cerca de mil palavras que ela fala e provavelmente outras duas ou três mil palavras que compreende. Com a aquisição e as descobertas de novas palavras e padrões no comportamento o desenvolvimento social é favorecido o que serve de instrumento para o avanço nas relações. Essa fase é caracterizada pelo encontro do prazer em se reunir a pequenos grupos de crianças do mesmo sexo, pois ela precisa de certa liberdade dentro do grupo para que seus gestos sejam aprovados.
   Vale lembrar que é a partir dos seis anos de idade, que a criança passa a se comparar com outras crianças da mesma faixa etária e situações como essa aliadas ao crescimento da vida social da criança, tendem a diminuir a importância dos pais e da família como modelos de comportamento, aumentando a importância dos amigos e dos professores. O tempo de vida social da criança fora do lar se divide entre a escola e o grupo de amigos e por isso é que pais e professores devem ter muita paciência e dedicação pois tudo o que for estimulado nessa fase do desenvolvimento irá refletir no restante das escolhas e interesses. É importante citar que o tipo de autoimagem construída durante a infância pode influenciar no comportamento social da pessoa tanto no que caracteriza a pré-adolescência, a adolescência e principalmente a vida adulta e por isso é fundamental trabalharmos com modelos de valores e princípios positivos na família, na escola e na comunidade

Primeira infância (0 a 3 anos)
Primeira infância é o nome dado aos primeiros anos de vida, em particular, os três primeiros, de um ser humano, que são marcados por intensos processos de desenvolvimento. É uma fase determinante para a capacidade cognitiva e sociabilidade do indivíduo, pois o cérebro absorve todas as informações, as respostas são rápidas e duradouras.Segundo especialistas, as crianças nesta fase precisam de oportunidades e estímulos, para que possam desenvolver cada uma de suas aptidões.

Estudos demonstram que é durante a primeira infância que o cérebro humano desenvolve a maioria das ligações entre os neurônios. Até os 3 anos de idade, as cerca de 100 bilhões de células cerebrais com as quais uma criança nasce desenvolvem 1 quatrilhão de ligações. O número é o dobro de conexões que um adulto possui. Aos 4 anos, estima-se que a criança tenha atingido metade do seu potencial intelectual.2 Em dezembro de 2011, o Brasil registrou mais de 11 milhões de crianças nessa faixa.  O Brasil vem melhorando significativamente seus indicadores em relação à primeira infância. Obteve avanços surpreendentes em termos de cobertura e qualidade da atenção materno-infantil e reduziu as taxas de mortalidade infantil e subnutrição.


Segunda infância (3 a 7 anos)

Na segunda infância (3 a 7 anos), apesar do crescimento constante, começam-se a se assimilar todos os traços do adulto. Aprimora-se sua motricidade, com aumento da força e da agilidade, assim como funções como a memória e a linguagem. Ao brincar se apropria do mundo dos homens tornando-se cada vez mais social. Aumentam seus níveis de independência, de iniciativa e de autocontrole. É uma fase mais saudável e menos ameaçadora da vida.

É uma idade pré-escolar. Nesta fase, ocorre um desenvolvimento franco das capacidades motoras (grossas e finas), e das capacidades mentais (memória, inteligência, linguagem e aprendizagem). Relativamente ao aspecto físico, é menos acelerado do que na primeira infância. Não obstante, o esqueleto da criança torna-se mais robusto, proporcionando-lhe maior resistência ao meio, protegendo os órgãos internos, funcionando ainda como uma forma de desenvolver as capacidades motoras da mesma. Pelo início da segunda infância a primeira dentição deverá estar completa, permitindo à criança mastigar/comer o que quiser; ao longo desta fase, a dentição definitiva também vai-se desenvolvendo.
A evolução das habilidades motoras, quer grossas, quer finas, é notória, onde as crianças passam a correr mais, saltar mais longe, jogar à bola, atar os cordões dos sapatos com laços, desenhar de forma mais elaborada no papel, abotoar uma camisa, comer com os próprios talheres, aprender a usar o sanitário com mais independência, bem como na higiene oral e no banho, entre outras tarefas. Tal fato deve-se ao desenvolvimento acentuado e maturação das áreas sensoriais e motoras do córtex cerebral, o que permite uma maior e melhor coordenação do que as crianças querem e podem fazer.



Terceira  infância (7 a 11 anos)

      A fase da terceira infância usualmente tem seu período cronológico compreendido dos 6 até por volta dos 12 anos. Podem-se observar duas marcas, por assim dizer, quanto ao seu início e término. Por volta dos 6/7 anos a criança inicia sua vida escolar e aos 11/12 anos, visualiza-se a ‘passagem’ para a pré-adolescência. 
        Na terceira infância, ocorre o desenvolvimento do autoconceito e acontecem diversas transformações nas relações da criança com o outro. As mudanças deste período, deixam marcas importantes para o resto da vida da pessoa, principalmente no campo dos relacionamentos.
Considerações finais: Diante do exposto os aspectos relevantes sobre o desenvolvimento psicossocial dos 6 aos 12 anos refere-se às mudanças importantes no campo dos relacionamentos e no conceito de self, e conseqüente desenvolvimento da auto-estima. 
         O âmbito familiar ainda é de dependência, mas na escola e com os amigos a criança passa a conhecer outros limites, seus e dos outros, e constrói suas redes sociais.
       Podemos dizer que o padrão de relacionamento desenvolvido neste período geralmente é levado para além da infância, constituindo a forma como a pessoa vai se relacionar com seus pares e familiares em todo o resto do ciclo vital. 
Neste sentido é importante perceber a forma como esse padrão se constrói e prestar atenção se isso acontece de forma dolorosa para a criança, como ocorre nos casos de impopularidade por exemplo. Quanto mais cedo se perceber a necessidade de intervenção, melhor será o desenvolvimento psicossocial desse indivíduo.




Problemas psicopedagógicos: punições, castigos e recompensas.
     O psicopedagogo identifica as dificuldades e os transtornos que impedem o estudante de assimilar o conteúdo ensinado na escola. Para isso, faz uso de conhecimentos da pedagogia, da psicanálise, da psicologia e da antropologia. Analisa o comportamento do aluno, observando como ele aprende. Promove intervenções em caso de fracasso ou de evasão escolar.
      Preparar um ser-humano para ser autônomo moral e intelectualmente, a ter uma consciência crítica da realidade que o cerca,a se conhecer, a saber agir, ter atitude, enfim, para que possamos emancipar uma pessoa , a educação precisa aprender a intermediar pontos de vista e deixar a criança decidir e a fazer escolhas, e legitimar o caminho feito, mesmo que precisemos reorientá-lo Punições, recompensas e castigos apenas formam seres dependentes dos outros-heterônomos-, não criativos, submissos e obedientes .
        Pais e educadores deveriam levar mais a sério a chamada educação compensatória, onde o filho ou aluno recebe presentes ou agrados para cumprir seus deveres escolares, ou as pequenas tarefas do seu dia a dia. Se em casa os pais veem na recompensa uma forma de motivá-los e dar uma força extra na hora de cumprirem suas tarefas rotineiras, na escola, o educador, em nome da instituição e do sistema, incentiva o comportamento competitivo, ao conferir honras a aquele que alcança as metas estabelecidas. 

Em ambos os casos, cria-se uma inevitável situação de competição entre todos os indivíduos. Na escola será entre os alunos, e em casa, entre irmãos, ou com os próprios pais. Em ambientes assim, o entendimento entre as pessoas é impossível, uma vez que todos, de alguma forma se tornam adversários entre si. Por que não deveria ser uma coisa natural o cumprimento de uma tarefa em benefício próprio? Para escovar os dentes é realmente necessário um incentivo, um convencimento mediante um agrado, ou outro tipo de persuasão? 
Não seria mais simples mostrar para as crianças a realidade das coisas, os efeitos da omissão caso não cumpram com seus deveres, ao invés de torná-las simples máquinas cumpridoras de ordens, sempre esperando receber alguma coisa em troca? Há algum tipo de ação em nossas vidas que façamos sem esperar absolutamente nada em troca? Duvidamos que haja. 
Como podemos esperar uma sociedade justa, se o justo para nós é a compensação, alguma forma de pagamento por qualquer coisa que façamos? Não precisa ser uma recompensa imediata, coisa material, um consolo espiritual também nos serve. Uma promessa de um prêmio ainda maior para o futuro, talvez além da vida, pode ser o momento máximo. Não é tudo a mesma coisa, uma incessante busca por reconhecimento, a exemplo daquilo que aprendemos quando éramos crianças? 
Buscamos a perfeição, não por admitir nossa imperfeição, mas porque isso pode significar a conquista de um maior poderio pessoal, e representa o ponto culminante dentro dos objetivos sociais de todas as nações. Busca-se nesse caso a proeminência, o destaque pessoal pelo mérito. Numa situação de permanente disputa como esta, não é possível introduzirmos em nossas vidas, aquilo que chamamos de ordem. 
Não podemos admitir que possa existir ordem numa sociedade, onde aquilo que guia nossa disciplina é a força, as leis, o que caracteriza claramente a falta de ordem, um indicativo incontestável de que nos falta maturidade e bom senso. Se precisamos de leis para nos ordenar, a lógica é óbvia, não temos ordem. 
    Os erros, infelizmente ou felizmente, para o homem, ainda são a principal fonte dos seus acertos. Cada erro se propõe a nos ensinar.




Puberdade, adolescência.

    Muitas pessoas confundem adolescência com puberdade. A puberdade é a fase inicial da adolescência, caracterizada pelas transformações físicas e biológicas no corpo dos meninos e meninas. É durante a puberdade (entre 10 e 13 anos entre as meninas e 12 e 14 entre os meninos) que ocorre o desenvolvimento dos órgãos sexuais. Estes ficam preparados para a reprodução.


     Durante a puberdade, os meninos passam pelas seguintes mudanças corporais e biológicas: aparecimento de pelos pubianos, crescimento do pênis e testículos, engrossamento da voz, crescimento corporal, surgimento do pomo-de-adão e primeira ejaculação.



     Entre as meninas, as mudanças mais importantes são: começo da menstruação (a primeira é chamada de menarca), desenvolvimento das glândulas mamárias, aparecimento de pelos na região pubiana e axilas e crescimento da região da bacia.


Adolescência.
  Adolescência é uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta. Este período é marcado por diversas transformações corporais, hormonais e até mesmo comportamentais. Não se pode definir com exatidão o início e fim da adolescência (ela varia de pessoa para pessoa), porém, na maioria dos indivíduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos de idade (período definido pela OMS – Organização Mundial da Saúde).
    Quando somos crianças nosso corpo parece não ter diferença de menino para menina; a única diferença que percebemos nessa idade são os órgãos genitais, que na maioria das vezes chamamos por outros nomes.  Na adolescência nosso corpo começa a mudar, e muitas vezes ficamos preocupados/as com essas mudanças. Não sabemos muito bem o que está acontecendo. As mudanças não acontecem somente no nosso corpo, muita coisa começa muda!!!
    A fase de criança começa a se despedir quando percebemos que o nosso corpo está mudando, ou seja, começamos a crescer, o corpo se modifica, os pelos começam a aparecer, e sem sabermos porque começamos a sentir vergonha de muitas dessas mudanças... Mas, por que todas essas mudanças acontecem? Essas mudanças acontecem por causa dos hormônios, substâncias que temos em nosso corpo, que são "mensageiros químicos" que determinam onde e como nosso corpo vai se modificar e/ou crescer. Assim, os hormônios de crescimento, são tão importantes quando os hormônios sexuais, o estrógeno e a progesterona produzidos pelo ovário da mulher, e a testosterona, produzido no testículo, do homem. Além disso, outras partes do nosso corpo também produzem outros hormônios que estão também envolvidos com essa transformação. Por exemplo, a hipófise, que é uma pequena glândula localizada no nosso cérebro, que produz alguns hormônios que, por sua vez, enviam mensagens para os ovários na mulher e para os testículos no homem para que eles comecem a produzir os hormônios sexuais e assim amadurecer os óvulos na mulher e a produzir espermatozoides no homem. 


    Ainda existem outros hormônios, como a prolactina e os andrógenos, que também ajudam na transformação do nosso corpo de criança para adolescente. Há também outras substâncias que participam dessas transformações e que não são hormônios - são os neurotransmissores, que são substâncias que têm a função transmitir os impulsos nervosos de um hormônio a outro.



Todos esses hormônios e substâncias químicas vão fazer com que o nosso corpo comece a mudar e ganhar novas formas.



Conhecendo as principais mudanças no Menino!

As principais mudanças que ocorrem no corpo do menino começam a acontecer por volta dos 11, 12 anos de idade, quando entramos adolescência. A partir dai, o corpo do menino começa a se desenvolver mais ou menos nesta ordem:

Desenvolvimento dos testículos;

Crescimento dos pelos pubianos;
O pênis cresce em diâmetro e comprimento;
Começa a crescer os pelos do rosto (barba), nas axilas e por todo o corpo;
Mais ou menos entre os 13 e 14 anos ocorre a primeira ejaculação; (lembrando que cada adolescente tem o seu próprio tempo para que isto acontecer, podendo ser antes ou depois dessa idade);
Crescimento da laringe;
A voz começa a engrossar
Entre 11 e 16 anos acontece um crescimento muito rápido em altura (chamado "estirão do crescimento").
   Desta forma essas mudanças marcam a passagem de criança para adolescente, e que mais tarde passará por mais algumas mudanças chegando à idade adulta.

Conhecendo as principais mudanças no Menina!

     Nas meninas, as principais mudanças também irão ocorrer por volta dos 11, 12 anos de idade, quando as meninas também entram na adolescência, Assim como os meninos, a partir daqui o corpo da menina também começa a se desenvolver e ganhar novas formas. As principais mudanças que ocorrem são:
As mamas começam a crescer e desenvolverem
A cintura começa a ficar mais fina;
O quadril se desenvolve;
Começa a crescer os pelos das axilas e da região pubiana;
O crescimento em altura se acelera;
Entre os 12 e 13 anos acontece a primeira menstruação, chamada de "menarca" (lembrando que isto pode ocorrer antes ou depois dessa idade, pois a menarca varia de adolescente para adolescente);
Desenvolvimento dos órgãos genitais: A vagina fica com a parede mais espessa; O útero aumenta de tamanho; Aumenta a irrigação sanguínea do clitóris;


A bacia óssea se desenvolve;

A voz começa a afinar.
     Desta forma essas mudanças marcam a passagem de criança para adolescente, e que mais tarde passará por mais algumas mudanças chegando à idade adulta.

        Uma marca comum da maioria dos adolescentes é a necessidade de fazer parte de um grupo. As amizades são importantes e dão aos adolescentes a sensação de fazer parte de um grupo de interesses comuns.

         Segundo Sigmund Freud, o Complexo de Édipo verifica-se quando a criança atinge o período sexual fálico na segunda infância e dá-se então conta da diferença de sexos, tendendo a fixar a sua atenção libidinosa nas pessoas do sexo oposto no ambiente familiar. O conceito foi descrito por Freud e recebeu a designação de complexo por Carl Jung, que desenvolveu semelhantemente o conceito de complexo de Electra
O complexo de Édipo é uma referência à ameaça de castração ocasionada pela destruição da organização genital fálica da criança, radicada na psicodinâmica libidinal, que tem como plano de fundo as experiências libidinais que se iniciam na retirada do seio materno. Importante notar que a libido é uma energia sexual, mas não se constitui apenas na prática sexual, mas também nos investimentos que o indivíduo faz para obtenção do prazer.
complexo de Electra define-se como sendo uma atitude emocional que, segundo algumas doutrinas psicanalíticas, todas as meninas têm para com a sua mãe; trata-se de uma atitude que implica uma identificação tão completa com a mãe que a filha deseja, inconscientemente, eliminá-la e possuir o pai.
É do conhecimento geral que uma grande quantidade de crianças não reage bem à chegada de um irmão. O psicanalista Charles Baudoin designou esta reação de Complexo de Caim, devido à história bíblica (Génesis, 4) dos filhos de Adão e Eva. Caim, primeiro filho do casal, louco de ciúmes por o Senhor ter preferido a oferenda do seu irmão Abel, mata-o. Embora o ciúme seja o sentimento central, o complexo inclui ainda a presença da inveja, da raiva, da tristeza, do medo e da dúvida. Em termos comportamentais, este processo traduz-se geralmente por:
  • Agressões sobre o bebé, sobre a mãe, sobre si mesmo ou sobre outras crianças;
  • Regressão ou paragem no desenvolvimento, nomeadamente voltar a usar chucha, voltar a fazer xixi na fralda ou demorar mais tempo a largá-la ou, em crianças de idade escolar, falar à bebé, deixar de progredir na escola e voltar a fazer xixi na cama;
  • Perturbações do sono ou da alimentação, que se traduzem no aumento/surgimento de pesadelos ou terrores noturnos, no sonambulismo, na recusa em comer (em casos extremos, anorexia e bulimia);
  • Doenças ou dores inventadas/imaginadas pelas crianças para chamar a atenção dos progenitores;
  • Isolamento da criança;
  • Formação recativa, mecanismo em que a criança se torna subitamente muito adulta e generosa;
Qualquer uma destas reações comportamentais, embora tenham como objetivo primário a chamada de atenção dos pais, não devem ser desvalorizadas pelos mesmos, visto refletirem um sofrimento real da criança. A melhor forma de minimizar o sofrimento do filho primogénito começa por evitar, ou pelo menos preparar convenientemente, mudanças dramáticas na vida da criança, nomeadamente em nível de horários e outros hábitos familiares já estabelecidos. Também uma boa relação com o pai favorece uma melhor adaptação, tendo em conta o compreensível desdobramento materno. Não é aconselhável aumentar demasiado o grau de responsabilidades e de exigência para com a criança mais velha, sendo, no entanto possível, se for da sua vontade, colaborar em tarefas novas relativas ao irmão. E, sobretudo, minimizar o máximo possível às discrepâncias na atenção fornecida às duas crianças, tentando transmitir sempre que o amor sentido pelo primeiro filho não diminuiu com a chegada de um novo elemento.

Menstruação na adolescência:TPM
     A passagem de menina para mulher é marcada pelo início da possibilidade de engravidar. Nessa fase ocorre a vulgarmente designada menstruação. Em média a primeira menstruação surge entre os 13 e os 15 anos iniciando a fase fértil da vida das mulheres.


    A menstruação ocorre uma vez todos os meses, exceto se a mulher engravidar. Caso não haja gravidez é lançado um óvulo para as trompas de falópio e encaminha-se para o útero. A menstruação não é nada mais nada menos que uma mistura de óvulo não fecundado e alguns bocadinhos da parede do útero.

   A menstruação não é nenhuma doença, por isso não faça dela um tabu nem segredo.


É aconselhável as meninas falarem com as mães quando surge a primeira menstruação. Assim não fazem disso um bicho de sete cabeças e tem todo o aconselhamento necessário.



Nos primeiros ciclos é normal a menstruação não ser regular. Por isso não se assuste. Há mulheres que podem ter 2 menstruações no mesmo mês e outras que podem passar 2 meses sem ficarem menstruadas. Em algumas mulheres o fluxo de sangue dura apenas 2 ou 3 dias, enquanto em outras pode durar toda uma semana.

      A tensão pré-menstrual está se manifestando cada vez mais cedo entre as adolescentes. Da mesma forma que ocorre nas mulheres adultas, para que seja confirmado o diagnóstico de TPM, é preciso que os sintomas apareçam cerca de dez dias antes da menstruação e desapareçam com a chegada do fluxo. As queixas mais freqüentes são nervosismo, falta de ânimo, tristeza, choro fácil, pele oleosa e aparecimento de espinhas. Este último pode ser agravado devido a fatores hormonais, comuns da idade.
Masturbação
       Masturbação é o acto da estimulação dos órgãos genitais, manualmente ou por meio de objectos, com o objectivo de obter prazer sexual, seguido ou não de orgasmo, sendo uma prática sexual não-penetrativa. Podendo ser autoaplicada, quando o que promove a estimulação é o mesmo que a recebe ou pode ser aplicada a uma pessoa diferente, quando o que promove a estimulação o promove em outro.
      O termo foi usado pela primeira vez pelo médico inglês e fundador da psicologia sexual, Dr. Havelock Ellis, em 1898. Foi formado pela junção de duas palavras latinas manus, que significa "mãos", e turbari, que significa "esfregar", com o significado de "esfregar com as mãos".
     A masturbação é observada em muitas espécies de mamíferos, especialmente nos grandes primatas. Na espécie humana, a masturbação é comum em ambos os sexos e em uma larga faixa etária, iniciando-se no início da puberdade, ou, segundo alguns, ainda durante a infância - mas sem a carga erótica nesta fase. O acto da masturbação é socialmente condenável em algumas culturas, embora não seja uma doença e nem cause doenças.

Masturbação masculina.
Existem variações sobre a masturbação, que dependem de vários fatores, e cada técnica é individual. A maioria dos homens se masturbam ao segurar o pênis com a mão e a movimentando de cima para baixo e de baixo para cima até atingir a ejaculação. Outros, preferem esfregar a região do frenulum com os dedos indicador e médio e com o polegar pelo outro lado. Outra técnica é, enquanto uma mão esfrega o pênis a outra estimula os testículos ou mamilos ou o ânus, entre outras partes do corpo. Os homens não circuncidados, normalmente, não requerem o uso de lubrificantes, uma vez que o prepúcio atenua os efeitos da fricção direta sozinho. O uso de lubrificantes é mais comum entre os homens que têm pênis circuncidado, a fim de facilitar o deslizamento da mão sobre a glande. Existem aparelhos mecânicos e elétricos para os homens se masturbarem, como bonecas infláveis, vaginas artificiais, bombas de vácuo, etc. Homens também podem utilizar vibradores,

Masturbação feminina.
A técnica de masturbação feminina consiste na mulher pressionar e/ou esfregar sua vulva, especialmente o clítoris, com o seu dedo indicador e/ ou dedo médio. Às vezes, um ou mais dedos podem ser inseridos na vagina para promover a estimulação interna. A masturbação pode ser auxiliada com um vibradordildo ou bolas Ben-wa, que também podem ser usados para estimular a vagina e o clitóris.
Sabe-se também que o tempo gasto numa masturbação feminina pode ser bem mais longo e muito mais intenso do que numa relação sexual com penetração, embora nem sempre a mulher tenha vontade de procurar o prazer sexual tocando no próprio corpo. E, ao contrário da masturbação masculina, em que o desejo sexual pode diminuir após a ejaculação, muitas mulheres ficam até mais excitadas depois que se masturbam, ao invés de se sentirem aliviadas, tornando-se, portanto, uma preparação para o sexo penetrativo.
Período pós- puberdade (adulto)
    A pós-puberdade acontece entre os quinze e vinte anos, fase em que deve demonstrar responsabilidade diante das cobranças do meio social, como a escolha profissional, estruturar as relações com o sexo oposto e a formação da identidade, necessitando cada vez menos da ajuda intelectual dos adultos. Busca da liberdade de expressão e de sentimentos.  Buscam grupos de amigos que tenham os mesmos interesses, os mesmos gostos e desejos, a fim de uma identificação menos conflitante e mais amigável.  Nessa etapa da vida é comum tentar se afastar da família, pois essa já não lhes satisfaz em relação aos interesses sociais. 

Os pais, não aceitando a busca da liberdade, muitas vezes tomam atitudes autoritárias, que os afastam ainda mais do grupo familiar. Outra atitude errada, normalmente tomada pelas mães, é o fato de não aceitar o crescimento do filho, achando que ainda é criança e tratando-o como tal. Essa atitude também o leva a afastar-se, pois nessa idade já não quer mais ser considerado criança.  

     Numa fase de tantas transformações, é importante que haja amizade e muito diálogo no convívio familiar e que os pais tentem amenizar os conflitos vividos, sendo mais flexíveis e compreensivos.
      È  considerado adulto um indivíduo que tenha  18 ou 21 anos. Podendo Casarvotar, tornar-se militar, conduzir automóveis, viajar sozinho para o estrangeiro, consumir bebidas alcoólicas (podendo, neste caso, aplicar-se idades diferentes), fumar, ter relações sexuais, ser prostituto(a) - se for legal -, recorrer a serviços de prostituição, ser modelo ou ator (atriz) pornográfico(a), são exemplos de atividades que podem ser reservadas a adultos.
A definição legal de entrada na idade adulta varia entre os 18 e os 21 anos, dependendo da região em causa. Algumas culturas africanas consideram adultos todos os maiores de 13 anos, mas a maior parte das outras civilizações enquadram essa idade na adolescência
Velhice
   Idoso é uma pessoa considerada de terceira idade. A Organização Mundial da Saúde classifica cronologicamente como idosos as pessoas com mais de 65 anos de idade em países desenvolvidos e com mais de 60 anos de idade em países em desenvolvimento. As pessoas idosas têm habilidades regenerativas limitadas, mudanças físicas e emocionais que expõem a perigo a qualidade de vida dos idosos. Podendo levar à síndrome da fragilidade, conjunto de manifestações físicas e psicológicas de um idoso onde poderá desenvolver muitas doenças.
     O estudo a respeito do processo de envelhecimento é chamado de gerontologia, e o estudo das doenças que afetam as pessoas idosas é chamado de geriatria. Na maior parte do mundo, as mulheres vivem, em média, quatro anos a mais que os homens. No Brasil, de acordo com a OMS, a expectativa de vida é de 68 anos para os homens e 75 anos para as mulheres. Nos países pobres, como a Etiópia, por exemplo, a expectativa de vida em média, para ambos os sexos, é entre 60 e 65 anos.
         Hoje em dia , nos ônibus os idosos não pagam, eles tem atendimento prioritário nas agencias bancarias .Os processos na justiça transitam mais rapido para os idosos.
      Com a chegada da terceira idade, alguns problemas de saúde passam a ser mais frequentes, e outros, incomuns nas fases de vida anteriores, começam a aparecer. A osteoporose e o Mal de Alzheimer são mais suscetíveis de acontecer nessa fase.
   
Morte
     A morte (do latim mors)1 , o óbito (do latim obitu)2 , falecimento (falecer+mento)3 ou passamento (passar+mento)4 , ou ainda desencarne (deixar a carne)5 é o cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vidade um organismo, como ao estado desse mesmo após o evento. Considerado cientificamente como o fim da consciência, há várias crenças em diversas culturas e tempos históricos que acreditam em vida após a morte. Tema de recorrentes discussões, a morte é tratada por diversos povos com misticismo, é comum a elas a existência de um ritual com objetivos diferentes a cada uma.
       A morte do outro se configura como a vivência da morte em vida. É a possibilidade de experiência da morte que não é a própria, mas é vivida como se uma parte nossa morresse, uma parte ligada ao outro pelos vínculos estabelecidos. A perda e a sua elaboração são elementos contínuos no processo de desenvolvimento humano. É neste sentido que a perda pode ser chamada de morte “consciente” ou morte vivida.
Na representação de morte estão envolvidas duas pessoas: uma que é a “perdida” e a outra que lamenta essa falta. Como a morte não pode ser vivida concretamente, a única morte experienciada é a perda, quer concreta, quer simbólica. Ver a perda como fatalidade, ocultar os sentimentos, eliminar a dor, apontar o crescimento possível diante dela, podem ser formas de negar os sentimentos que a morte provoca, para não sofr
Biografia  de Sigmund Freud e Jean Piaget
    Sigmund Freudnasceu em 6 de maio de 1856, em Freiberg, na Morávia (hoje Pribor, na República Tcheca). Seu pai era comerciante e trabalhava com lãs. Quando os negócios fracassaram na Morávia, mudou-se com a família para Leipzig e, quando Sigmund Freud estava com quatro anos, para Viena, cidade em que Sigmund Freudpermaneceu por quase 80 anos. Seu pai, 20 anos mais velho que a mãe, era severo e autoritário. Quando garoto, Sigmund Freudsentia ao mesmo tempo medo e amor pelo pai. A mãe era protetora e carinhosa; com ela, o jovem Sigmund Freudtinha uma ligação de paixão. Esse medo do pai e a atração sexual pela mãe foi que ele mais tarde chamou de complexo de Édipo. Grande parte de sua teoria possuía base autobiográfica, resultante das experiências e recordações da própria infância.    Sigmund Freud ingressou no ensino médio um ano antes do usual e era consi Formado em medicina e especializado em tratamentos para doentes mentais, ele criou uma nova teoria. Esta estabelecia que as pessoas que ficavam com a mente doente eram aquelas que não colocavam seus sentimentos para fora. Segundo Freud, este tipo de pessoa tinha a capacidade de fechar de tal maneira esses sentimentos dentro de sua mente, que, após algum tempo, esqueciam-se da existência.
        A partir de sua teoria, este grande psicanalista resolveu tratar esses casos através da interpretação dos sonhos das pessoas e também através do método da associação livre, neste último ele fazia com que seus pacientes falassem qualquer coisa que lhes viessem à cabeçaCom este método ele era capaz de desvendar os sentimentos “reprimidos", ou seja, aqueles sentimentos que seus pacientes guardavam somente para si, após desvendá-los ele os estimulava a colocarem esses sentimentos para fora. Desta forma ele conseguiu curar muitas doenças mentais. 
       Freud escreveu um grande número de livros importantes, alguns deles foram: Psicologia da Vida Cotidiana, Totem e Tabu, A interpretação dos sonhos, O Ego e o Id e muitos outros. Neles, o “pai da psicanálise” (assim conhecido por ter inventado o termo “psicanálise” para seu método de tratar das doenças mentais) responsabilizava a repressão da sociedade daquela época, que não permitia a satisfação de alguns sentimentos, considerando-os errados do ponto de vista social e religioso. Segundo ele, o sexo era um dos sentimentos reprimidos mais importantes. Naquela época essa afirmação gerou um grande escândalo na sociedade, entretanto, não demorou muito para que outros psicólogos aderissem à ideia de Freud. Alguns deles foram: Carl Jung, Reich, Rank e outros.
    Jean Piaget iniciou sua extensa biografia no dia 9 de agosto de 1896 (data de seu nascimento), em Neuchâtel, na Suíça. Seu pai (Arthur Jean Piaget), um calvinista convicto, era professor universitário de Literatura medieval na Universidade de Neuchâtel. Desde criança interessou-se por mecânica, fósseis e zoologia. Jean Piaget foi uma criança precoce, tendo publicado seu primeiro artigo sobre um pardal albino aos 11 anos de idade. Esse breve estudo é considerado o início de sua brilhante carreira científica. Aos sábados, Jean Piaget trabalhava gratuitamente no Museu de História Natural. Piaget foi um dos grandes estudiosos da Psicologia do Desenvolvimento; dedicou-se exclusivamente ao estudo do desenvolvimento cognitivo, quer dizer, à gênese da inteligência e da lógica. Ele concluiu pela existência de quatro estágios ou fases do desenvolvimento da inteligência. Em cada estágio há um estilo característico através do qual a criança constrói seu conhecimento

    Jean Piaget frequentou a Universidade de Neuchâtel, onde estudou Biologia e Filosofia. Ele recebeu seu doutorado em Biologia em 1918, aos 22 anos de idade. Após formar-se, Jean Piaget foi para Zurich, onde trabalhou como psicólogo experimental. Lá ele freqüentou aulas lecionadas por Jung e trabalhou como psiquiatra em uma clínica. Estudou inicialmente biologia, na Suíça, e posteriormente se dedicou à área de Psicologia, Epistemologia e Educação. Foi professor de psicologia na Universidade de Genebra de 1929 a 1954; tornando-se mundialmente reconhecido pela sua revolução epistemológica. Durante sua vida Piaget escreveu mais de cinquenta livros e diversas centenas de artigos.

Conclusão

     Neste trabalho, realizei uma pesquisa sobre o tema Puericultura. Sendo assim, aprendi um pouco mais sobre o ser humano em desenvolvimento, mais especificamente sobre a criança e suas necessidades e cuidados especiais.
       Vários aspectos foram abordados, porém,  o principal objetivo da puericultura é garantir  de que a criança vá crescer de forma saudável e com uma melhor qualidade de vida na infância. Os exames realizados na puericultura são importantes, pois podem detectar e assim prevenir possíveis patologias que a criança possa ter ou possa ser suscetível a ter.

       Ao pesquisar sobre Freud e Piaget, percebi, o quanto as teorias de  ambos contribuem no processo educativo. Conclui que o professor precisa ter um olhar clínico diante do aluno, para detectar possíveis dificuldades e encaminhá-los para análises de especialistas. Dentre os especialistas vem o psicopedagogo, porém o estudo psicopedagógico só atinge seus objetivos quando, ampliando a compreensão sobre as características e necessidades de aprendizagem de determinado aluno, abre espaço para que a escola viabilize recursos para atender às tais necessidades.

  Em nível de conhecimentos, adquiri novos saberes e consolidei alguns  adquiridos  anteriormente no meu curso.

Referências  bibliográficas


Olivier. C.E. Puericultura: o Futuro Para o Seu Filho- Editora SOCEP - 1998 - 204pg

 Bonilha L.R.C.M. & Rivorêdo, C.R.S.F. Puericultura: Duas Concepções Distintas (Well-Child Care: Two Distinct Views). - Jornal de Pediatria - Vol. 81, Nº1, 2005
Fonte: Livros A Saúde de Nossos Filhos/Publifolha e Departamento de Pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein e Filhos: da gravidez aos 2 anos de idade, da Sociedade Brasileira de pediatria
http://www.portaleducacao.com.br/enfermagem/artigos/44595/segunda-infancia#ixzz2TjoSmCE3
            http://www.olharpedagogico.com/site_detalheDica.php?id=3

            http://www.suapesquisa

6 comentários:

  1. ótimo trabalho para conclusão do magistério (Fátima)

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  2. Amei esse trabalho de puericultura. Era que eu precisava. Obrigada por disponibilizar

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  3. Minha professora passou esse trabalho, meu Deus é enorme

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    1. Ele é extenso mesmo! São várias etapas da vida,

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