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Brumadinho, MG, Brazil
Ivani Ferreira é professora e blogueira . Possui graduação em Letras pela Faculdade Asa de Brumadinho (2006), Normal Superior pela Universidade Federal de Montes Claros(2005), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal Castelo Branco (2007), Supervisão Pedagógica pela FINON (2008). Professora efetiva na rede Municipal de Brumadinho desde 2005, porém, atua na rede municipal com turmas da Educação Infantil , Ensino Fundamental 1 e 2 , desde o ano de 2002. Trabalhou como supervisora pedagógica na Escola Municipal Leon Renault- Brumadinho/MG (2013- 2016). Atualmente trabalha como professora da Educação Infantil na EMEI Nair das Graças Prado em Brumadinho/MG. Sejam bem vindos(as)!!!

domingo, 17 de abril de 2011

Dia do índio...

O que trabalhar no dia do índio?
      Na revista Nova Escola foi publicada uma matéria sobre o que o professor não deve fazer no dia do índio.

Vejamos:

Mais sobre Educação Indígena
O Dia do Índio é comemorado em 19 de abril no Brasil para lembrar a data histórica de 1940, quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19, assim que as lideranças indígenas deixaram a desconfiança e o medo de lado e apareceram para discutir seus direitos, em um encontro marcante.

Por ocasião da data, é comum encontrar nas escolas comemorações com fantasias, crianças pintadas, música e atividades culturais. No entanto, especialistas questionam a maneira como algumas dessas práticas são conduzidas e afirmam que, além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. "O índigena trabalhado em sala de aula hoje é, muitas vezes, aquele indígena de 1500 e parece que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. É preciso mostrar que o índio é contemporâneo e tem os mesmos direitos que muitos de nós, 'brancos'", diz a coordenadora de Educação Indígena no Acre, Maria do Socorro de Oliveira.
Saiba o que fazer e o que não fazer no Dia do Índio:

1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.
Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. "Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea", explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.

2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens

Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.

3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14

Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.

4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola

A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.

5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas

"Oca" é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.

6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas

Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?

Comentário:
   Eu concordo que quando trabalhamos com alunos do ensino fundamental devemos estabelecer relações entre os índios do passado ( que andavam nús e viviam em ocas) e o índio atual( que estuda,faz faculdade, mora em casa de tijolos, luz elétrica...) para que possam perceber as mudanças/diferenças ao longo dos anos. Ressaltando que ainda hoje existem tribos com indios que andam nús e vivem em ocas....sendo importante trabalhar com documentários e também com entrevistas.  Porém quando trabalhamos com educação infantil (maternal 2, que é o meu caso), trabalhamos  com expressão corporal, linguagem oral (corpo e movimento)...lembramos da existência dos índios através de musicas infantis como “Os indiozinhos”, “show de índio”, lembrando o lado cultural com brincadeiras, mitos e costumes indígenas. Nessa idade  a fantasia e o lúdico é fundamental a realidade tem que se trabalhada quando houver  maturidade para entendê-la.
       Relato: O meu filho aos nove anos,  recebeu em sua classe a visita de um índio, que relatou o sacrifício/assassinato das crianças índias que nascem gêmeas ou com  algum tipo de deformidade. Quando  acabou a aula meu filho ficou chocado com tamanha “frieza do índio”, então precisei conversar com ele e explicar sobre a cultura dos povos “esse comportamento é pratica tradicional de muitas tribos indígenas”. Assim podemos concluir que tudo tem  momento certo de ser trabalhado com nossas crianças... o professor é quem conhece a sua turma e sabe o que deve ser trabalhado e quando deve ser trabalhado. Educação não tem receita!!!
(...)
Até hoje centenas de crianças indígenas são mortas, normalmente enterradas vivas ou esganadas, por nascerem gêmeas, ou com alguma doença ou marcas no corpo que fuja das características físicas dos indígenas.
O infanticídio é prática tradicional em muitos grupos indígenas brasileiros, tendo sido apontado pelo coordenador da Funasa (órgão responsável pelos programas de saúde indígena) em 2007, Ramiro Teixeira, uma das principais causas da mortalidade infantil entre os Yanomami, segundo o jornal Folha de Boa Vista em 24 de outubro de 2007.

2 comentários:

  1. VOCE EXPLICOU PARA O SEU FILHO QUE MATAR NAO PODE SER CONSIDERADO "ATO CULTURAL" E INFORMOU QUE HÁ PESSOAS QUE TRABALHAM COM ESSAS TRIBOS QUE MATAM CRIANÇAS, TENTANDO TRAZÊ-LOS PARA UMA REALIDADE HUMANA E CIVILIZATÓRIA, RETIRANDO-OS DA IGNORANCIA EM QUE VIVEM?

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  2. Nós somos religiosos e acreditamos que não devemos tirar a vida de outro ser...nem seguindo uma cultura/tradição ou utilizando outra desculpa/justificativa.

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