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Ivani Ferreira é professora e blogueira . Possui graduação em Letras pela Faculdade Asa de Brumadinho (2006), Normal Superior pela Universidade Federal de Montes Claros(2005), especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal Castelo Branco (2007), Supervisão Pedagógica pela FINON (2008). Professora efetiva na rede Municipal de Brumadinho desde 2005, porém, atua na rede municipal com turmas da Educação Infantil , Ensino Fundamental 1 e 2 , desde o ano de 2002. Trabalhou como supervisora pedagógica na Escola Municipal Leon Renault- Brumadinho/MG (2013- 2016). Atualmente trabalha como professora da Educação Infantil na EMEI Nair das Graças Prado em Brumadinho/MG. Sejam bem vindos(as)!!!

domingo, 20 de março de 2011

Texto: Flor de Maio

                                   Flor de Maio
Maria Cristina Furtado ( Adaptação )

A borboleta nascera sem um pedaço das asas. Não podia andar, não podia voar. Ficou ali, na beira do caminho, desesperada e chorando muito, até aparecer uma formiga:
- Que aconteceu, linda borboleta? Por que você está chorando tanto?
- Jogaram inseticida em meu casulo. Não morri, mas minha asa cresceu defeituosa, por isso não consigo voar e muito menos andar, pois perco o equilíbrio e caio.
Antes que a formiga dissesse qualquer coisa, chegou junto delas uma cigarra tocando viola e cantando. A formiga narrou para a recém-chegada a trágica história da borboleta e a cigarra logo encontrou uma maneira de ajudar.
- Vamos procurar uma varinha e fazer dela uma muleta, para que nossa nova amiguinha possa andar. Depois nós a levaremos ao Doutor Grilo, a fim de que ele conserte sua asa.
Assim fizeram. Porém, o Doutor Grilo nada pôde fazer para a infeliz e recomendou-lhes que fossem à procura de um mágico que morava no alto da montanha.
- Talvez ele consiga sará-la, mas, para chegar até ele, vocês têm que superar o medo.
- O medo! – se espantaram. – Mas como?
- Ele tem um grande e esperto sapo que devora qualquer inseto que por lá aparece. O sapo sente cheiro de medo e, através de seu faro apuradíssimo, descobre o invasor e devora-o.
- Vamos desistir – disse a borboleta.
- De jeito nenhum, estamos tentando salvá-la e conseguiremos – disseram, por sua vez, a formiga e a cigarra.
Não quero arriscar a vida de vocês. Já fizeram muito por mim. Com essa muleta poderei andar e conseguir alimento.
- Nem pense nisso. A vida de uma borboleta é voar. Tentaremos até o fim-insistiu a cigarra.
E lá foram as três, tentando dominar o medo que os apavorava.
Já era tarde, quando chegaram ao alto da montanha. Logo viram o guardião dormindo a um canto do bosque. Pé ante pé, procuraram andar silenciosamente.
- Quem está aí? Sinto cheiro de medo. Acho que vou matar, agora, minha fome.
A formiga, muito esperta e matreira, foi logo respondendo.
- Não há ninguém aqui: É apenas o ronco de seu estômago que o acordou.
O sapo voltou a dormir e elas atravessaram aquela parte do bosque.
- Boa tarde, senhoritas. Que desejam?
- O senhor deve ser o mágico. Estamos aqui à procura de um tratamento para mim. Veja, falta-me uma parte de uma das minhas asas.
- Não sou mágico, apenas um grande estudioso, que se tornou apenas sábio e as pessoas confundem sabedoria com mágica.
- O doutor examinou a asa partida da infeliz e disse-lhe que em maio nasceria uma flor de pétalas finas e delicadas e então ele tentaria operá-la, costurando-lhe, na asa, a pétala dessa flor.
As três ficaram morando no alto da montanha até chegar o mês de maio.
Numa manhã de sol claro e céu azul, o doutor Coruja acordou com o grande alvoroço que vinha do bosque. Curioso, foi verificar o motivo daquela algazarra.
Os habitantes do bosque festejavam o nascimento da bela flor de maio.
O sábio chamou imediatamente a borboleta, colocou-a na mesa de operação e iniciou o trabalho.
Do lado de fora, a expectativa era geral.
Depois de algum tempo, a borboleta saiu amparada pelas duas fiéis amigas. Em seguida subiu numa pedra e tentou voar. Não conseguiu mas não desanimou. Tentou várias vezes, até que, ajudada por uma suave brisa, pairou no ar e saiu voando.
A formiga comentou:
- Coitadinha, vejam como voa torta!
Imediatamente, a borboleta cantou:
“Se você vir uma borboleta voando torta, não ria, não tenha pena. Sou eu, a superar a mim mesma...”



                        Estudo do Vocabulário


 01- Observe as palavras sublinhadas nas frases e marque, nos parênteses, o sinônimo correto para cada uma delas. (  4 ac. )



a) “A formiga narrou para a recém – chegada”.


(     ) contou
(     ) observou
(     ) indagou


b) “...  a trágica história da borboleta.”


(     ) assustadora
(    ) diferente
(     ) triste


c) “... vocês têm que superar o medo...”


(     ) suportar
(     ) vencer
(     ) esconder


d) “O Doutor Coruja acordou com o grande alvoroço que vinha do bosque”.


(     ) agitação
(     ) discussão
(     ) aflição


2- Explique o que você entende na expressão sublinhada na frase abaixo.(1 ac)
Pé ante pé, procuraram andar silenciosamente”.

3 comentários:

  1. Minha profª leu esse livro e maravilhoso

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  2. alguém tem as letras das musicas do livro?

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  3. Parabéns Professora!! Blogger 10. Meus alunos irão dramatizar a peça Flor de Maio. Tenho o livro, mas só achei o texto pra tralhar em sala no seu blog

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